Preços da celulose de fibras longa e curta seguem em alta no front internacional

Com rumores no Brasil, terremoto no Chile e greve nos portos finlandeses, produção global da matéria-prima segue apertada

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SÃO PAULO – De acordo com os índices semanais publicados pela empresa finlandesa Foex, que são utilizados como referência pelos investidores, os preços da celulose de fibras longa e curta mostraram alta na última semana no mercado internacional, seguindo a tendência prevista pelos analistas.

Tonelada de celuose Semana até 23/03/2010 Semana até 16/03/2009 Variação
Fibra longa (Foex NBSK) US$ 888,77 US$ 883,80 +0,56%
Fibra curta (Foex BHKP) US$ 789,60 US$ 786,93 +0,34%

Os analistas da consultoria destacaram que o ambiente continua apertado ao mercado da celulose de fibra longa nos Estados Unidos. Segundo eles, este movimento também é afetado pelo últimos rumores de mercado, que dão conta da ocorrência de problemas em algumas linhas de produção brasileiras. Somado a isso, a Foex ressalta que o mercado chileno de celulose deve se recuperar gradualmente, o que também deve atingir o preço da commodity nos EUA. 

O mercado de fibra longa europeu, por sua vez, segue “extremamente apertado” por conta de constantes interrupções na oferta de celulose de algumas produtoras situadas em regiões específicas da Europa e por conta da alta observada na demanda global por papel. “A oferta de celulose é mais uma vez afetada pelo terrível terremoto no Chile”, avaliou a Foex, destacando ainda que a greve nos portos finlandeses também contribui para um mercado mais apertado. 

Na China, a Foex ressalta que os preços à vista nos contratos realizados dentro do mercado da celulose de fibra curta têm desempenhado acima do normal, um vez que os compradores da matéria-prima estão procurando outras fontes para substituir os volumes que eram importados do Chile.

Otimismo
O analista Leonardo Alves, da Link Investimentos, avaliou as altas com otimismo. “O momento continua bastante positivo ao setor de papel e celulose, com a demanda elevada e sem expectativa de um aumento da oferta no curto prazo ou novos aumentos no preço da celulose”, destacou. Alves afirma em relatório que segue “otimista com o setor de papel e celulose”. 


Editor de Minhas Finanças do InfoMoney, cobre temas como consumo, tecnologia, negócios e investimentos.