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SÃO PAULO – É comum, com a chegada do fim do ano, diversas lojas realizarem diversas promoções e, este ano, o computador tem sido um dos alvos dos varejistas.
Além de todo o apelo da inclusão digital, incentivos fiscais e câmbio favorável, a briga para atrair maior número de consumidores fazem as grandes redes popularizarem o tão sonhado bem, até pouco tempo inatingível para uma boa parte da população.
Mas será que vale a pena?
Questão de oportunidade
De acordo com o Diário do Comércio, periódico da Associação Comercial de São Paulo, existem dois lados a serem avaliados.
Hoje em dia, é possível encontrar no mercado equipamentos com monitor de 15 polegadas e caixa de som por menos de R$ 1.000. Na rede de hipermercados Extra, os números indicam que no primeiro semestre as vendas de PCs cresceram 70% em relação ao ano passado, e 90% das compras eram de computadores de valor até R$ 2,5 mil.
Para o coordenador do Centro de Informática da UFPE(Universidade Federal de Pernambuco), Edson Carvalho, o barateamento é positivo. “Mas o consumidor precisa ficar atento para ver se está comprando algo que atenderá a suas necessidades”.
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Quando o barato sai caro
Por outro lado, apesar dos benefícios já citados, um computador compatível com softwares atuais e novidades ainda custa caro.
Dependendo da necessidade do usuário, com um computador mais lento, a saída é comprar peças para fazer o upgrade da máquina, o que requer mais gastos. No final das contas, vale pesquisar os preços de computadores mais atuais e avaliar a real diferença.
Segundo Carvalho, o desempenho dos computadores dobra a cada ano e a indústria de software acompanha essa realidade. “Comprar um computador mais atual aumenta a vida útil do equipamento, o que, no final da história, resulta em economia”, conclui o especialista.