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SÃO PAULO – A agenda de indicadores e o ambiente externo deverão ser os principais fatores por trás do movimento do mercado de ações nesta semana, com possibilidade de que a Bovespa recupere-se e volte a ganhar volume e fôlego ao longo dos próximos dias.
Na agenda de indicadores, destaques tanto no âmbito interno quanto externo. No primeiro, Marco Melo e José Ferreira, da Ágora Corretora, citam a divulgação da ata da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), na próxima quinta-feira (28), além de dados sobre o crédito, balanço de pagamentos e fiscais.
A ata do comitê ganhou ainda mais força por conta da decisão de elevar o juro básico em 0,25 ponto percentual, contrariando a expectativa de grande parte do mercado, que apostava num aumento de 0,50 ponto percentual.
Já no exterior, a dupla destaca a primeira prévia do PIB (Produto Interno Bruto) norte-americano referente aos três primeiros meses de 2011. Além disso, a equipe de consultores da LCA cita ainda os indicadores sobre o mercado imobiliário e a confiança do consumidor nos EUA.
Recuperação na Bovespa
Na avaliação de Miriam Tavares, diretora da câmbio de AGK Corretora, nos últimos pregões a Bovespa vem sentindo os efeitos da posição mais cautelosa dos investidores, principalmente os estrangeiro, “que estão se mantendo fora da renda variável nas últimas semanas”. Nesse sentido, Tavares cita as saídas líquidas de capital externo da bolsa, que teriam atingido R$ 1,3 bilhão no mês de abril.
Nesta semana, a bolsa paulista poderia apresentar uma recuperação, ganhando fôlego e volume ao longo dos próximos dias, “dados os preços mais atrativos”. Essa recuperação da Bovespa, entretanto, estaria condicionada a uma acomodação do ambiente internacional.
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Câmbio chama a atenção
George Sanders, gestor de renda variável da Infinity Asset, aponta o foco neste começo de semana para o mercado de câmbio, principalmente no comportamento do dólar contra outras moedas do mundo. Sanders lembra que o índice DXA, que mede a moeda norte-americana contra uma cesta de 20 moedas com pesos diferentes “atingiu a mínima do ano”.
Para o mercado de câmbio, Tavares afirma que “o real deve seguir oscilando no intervalo de R$ 1,57 a R$ 1,59, refletindo o dólar fraco ante as demais moedas no mercado internacional”. A analista alerta que o movimento de valorização do real “pode estar perto do seu limite”.
Por sua vez, o economista Jason Vieira, da Cruzeiro do Sul Apregoa, alerta para a possibilidade de novas medidas pra o câmbio. “A perda do suporte aos R$ 1,64/US$ mantém elevada a preocupação do Governo com o rumo das contas externas brasileiras e pode levar a novas medidas de contenção de entrada de dólares no Brasil”, afirma.
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Juros futuros
Sobre o mercado de juros futuros, Celso Fernandez, gestor de renda fixa da Infinity Asset, afirma que a tendência para o mercado após a decisão do Copom é de queda das taxas dos contratos de vencimento mais curto e alta nos contratos de vencimento de médio e longo prazo. Além disso, “o mercado também segue à espera de novas medidas prudenciais”.