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SÃO PAULO – Os preços ao produtor japonês vêm caindo – e a ritmo acelerado: em sete anos, a queda não havia sido tão rápida. Após passo vigoroso visto para a evolução inflacionária em agosto do ano passado, os preços no atacado do Japão vem sofrendo sucessivas baixas mensalmente, até atingir recuo de 2,2% em março na comparação com mesmo mês do ano anterior.
Expectativas de que os preços ao produtor caiam podem atuar como fator de adiamento do consumo, o que compromete os lucros corporativos e deixa pouca alternativa para as firmas a não ser cortar salários. Sob essa perspectiva, um mercado de trabalho em agonia vai provavelmente fazer com que consumidores gastem menos e os preços declinem ainda mais, instalando o círculo vicioso.
Na comparação com o ano anterior, os preços declinaram 1,6% em fevereiro. Já na passagem mensal de fevereiro a março, a queda foi de 0,2%, de acordo com dados do Bank of Japan. O declínio de 2,2% em março foi o mais rápido desde registros recordes em maio de 2002.
A importância do trigo
O ministro da agricultura japonês promoveu a primeira baixa em três anos no preço do trigo vendido aos beneficiadores do Japão, país que importa 90% de suas necessidades do grão, tendo a variação negativa média ficado a 14,8%. “Acima das quedas nos custos de energia, custos decadentes para o trigo devem também puxar para baixo os preços”, diz Hiroaki Muto, economista sênior da Sumitomo Mitsui, em Tóquio.