Preços agropecuários têm alta de 1,45% em fevereiro

Carnes suína e de frango tiveram queda nas cotações em fevereiro devido à menor demanda no mercado interno, que pode ser explicada, em parte, pelo período da quaresma

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SÃO PAULO – Os preços recebidos pelos produtores registraram alta de 1,45% em fevereiro na comparação com o mês anterior em São Paulo. Segundo dados do Instituto de Economia Agrícola (IEA), os itens que apresentaram as maiores altas foram: ovos (19,26%), arroz (10,51%), algodão (6,86%), milho (6,83%) e cana-de-açúcar (4,24%). Os números constam no Índice Quadrissemanal de Preços Recebidos pela Agropecuária Paulista (IqPR).

O período de Quaresma, que eleva o consumo dos ovos durante o período do Páscoa, explica a alta nas cotações recebidas pelos granjeiros. No caso do arroz, a queda na produção nas principais regiões produtoras, somada ao reajuste na exportação foram os principais motivos do aumento do preço recebido pelos rizicultores paulistas, afirmam os pesquisadores do IEA.

Já os produtos que apresentaram quedas de preços foram: tomate para mesa (29,98%), laranja para indústria (14,83%), carne suína (14,65%), batata (9,19%), banana (8,92%), amendoim (4,75%), carne de frango (4,7%), trigo (3,34%) e soja (1,31%).

No caso do tomate para mesa, a maior oferta do produto na primeira quinzena de fevereiro e a baixa qualidade do fruto ocasionada pelo excesso de chuvas contribuíram para a queda nas cotações durante o mês passado. No caso da laranja para indústria, a qualidade inferior da fruta na região de Jaboticabal, que é uma das regiões de coleta de preços, puxou as cotações para baixo.

Já as carnes suína e de frango tiveram queda nas cotações em fevereiro devido à menor demanda no mercado interno, que pode ser explicada, em parte, pelo período da quaresma e, em outra, pela perda do poder aquisitivo da população.