Preço pode ser uma das barreiras para adoção de automóveis elétricos

Segundo Ipea, elétricos tendem a ser pequenos e caros e compradores associam carros pequenos a carros populares

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SÃO PAULO – O preço pode ser uma das principais barreiras para a adoção de automóveis elétricos, segundo revela estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), divulgado na última quarta-feira (28).

De acordo com o Instituto, os automóveis elétricos tendem a ser pequenos, porém, para conseguir mais autonomia e usar baterias menores, o custo de fabricação desses veículos podem ser altos. Entretanto, conforme a análise, os compradores de automóveis costumam associar carros pequenos a carros populares, o que pode fazer com que eles não aceitem pagar um preço prêmio pelos elétricos.

Outras barreiras
Ainda de acordo com a pesquisa, o consumidor de automóvel também prefere comprar um veículo que atenda a todas as suas utilizações. Contudo, os automóveis elétricos são mais indicados para o transporte diário, de casa para o trabalho, uma vez que, em média, a cada 200 quilômetros, é necessário recarregar as baterias por duas a quatro horas.

Além disso, há a questão da infraestrutura elétrica, tanto no que diz respeito à geração, quanto para distribuição de energia, já que a utilização desses carros exige pontos diversos para recarga das baterias e sistemas inteligentes de fornecimento para evitar, entre outras coisas, picos de consumo de energia elétrica.

Pontos positivos
Apesar das dificuldades, o estudo do Ipea ressalta que os automóveis elétricos são bons candidatos a substituírem os convencionais em seu uso mais frequente, podendo chegar a 2% da frota mundial de automóveis até 2020, conforme projeções das montadoras.

Dentre as vantagens para sua utilização, está a redução na emissão de agentes poluentes, que somente na Europa poderia chegar a 50%. Por fim, os automóveis elétricos não produzem outros poluentes, como particulados, e são muito mais silenciosos que os convencionais, a motores de combustão interna.