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SÃO PAULO – Com um cenário bastante apreensivo para as bolsas internacionais, as bolsas internacionais têm um dia de forte baixa, com os índices de Wall Street chegando a cair 2%. Uma onda de aversão ao risco fez com que os mercados financeiros globais tivessem forte queda, com os indicadores econômicos americanos contribuindo para este movimento.
Em compensação, o preço dos Treasuries, os títulos da dívida norte-americanos, tiveram forte alta, em meio à grande procura por ativos de menor risco. Com a forte procura, o rendimento dos títulos do Tesouro tiveram forte baixa e chegaram a ser negociados abaixo dos 2% pela primeira vez em 16 meses.
O título mais negociado, com vencimento de 10 anos, chegou a tocar uma taxa mínima de 1,873% durante a manhã, em meio aos dados ruins de manufatura em Nova York, queda dos preços ao produtor, queda das vendas do varejo e diminuição nas perspectivas de inflação na China e na Alemanha.
Cabe ressaltar que a expectativa do mercado era de que houvesse, em breve, uma subida nos juros da economia norte-americana, o que poderia levar a uma saída de capitais para o Brasil. Porém, nos últimos dias, a situação que se apresenta é um pouco diferente.
Se, por um lado, os dados ruins da economia norte-americana sugerem que a taxa de juros pode ficar baixa por mais tempo, por outro, o cenário de maior desaceleração econômica global sugere a procura por ativos mais seguros, como é o caso dos títulos da dívida americana.
E como isso se reflete na Bovespa? Com a aversão ao risco, o apetite por ativos de maior risco afasta os investidores da Bovespa. Associado ainda ao cenário nacional de maior incerteza por conta das eleições, a cautela leva os investidores para correrem para opções mais seguras e deixarem de lado os emergentes. Com esta conjunção de fatores, enquanto os preços dos Treasuries dispararam nos EUA, a Bovespa despencou aqui, com o seu principal índice chegando a ter uma queda de 5,34% na cotação mínima do dia.