Preço dos combustíveis tende a cair, diz presidente da Fecombustíveis

O preço da gasolina deve chegar a menos de R$ 3 em dezembro, mas não deve voltar ao mesmo patamar de 2010

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SÃO PAULO – Apesar da forte alta no valor dos combustíveis, a tendência é que os preços caiam. Essa foi a avaliação do presidente da Fecombustíveis (Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes), Paulo Miranda Soares.

Para Soares, os aumentos em todo o País, nas últimas semanas, são resultado do valor do álcool anidro, que é aquele utilizado na mistura da gasolina. “O preço da gasolina pura, na refinaria da Petrobras, está estável. Há pelo menos um ano e meio, ele não faz reajuste de preço. O valor sobe em função do álcool anidro misturado, que já subiu mais de 100% do ano passado até março”, explicou, segundo a Agência Brasil.

Gasolina
O presidente da Fecombustíveis ainda afirmou que o preço da gasolina deve chegar a menos de R$ 3 em dezembro. Apesar disso, ele não acredita que os preços voltem aos mesmos valores do ano passado.

“Não acho que vai voltar aos patamares de meados de 2010, porque a produção de álcool no Brasil não acompanhou o crescimento do mercado. Não vamos chegar aos preços do ano passado, mas com certeza os preços vão baixar”, afirmou Soares.

Pesquisa da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) aponta que, entre os dias 27 de março e 2 de abril, o preço médio do litro de gasolina no Brasil era de R$ 2,714 e do etanol, de R$ 2,296.

Oriente Médio
A alta no preço dos combustíveis não teve influência da crise no Oriente Médio, segundo Soares. “O preço do barril de petróleo está subindo, já está em US$ 108, mas não teve influência no preço que a Petrobras realiza no mercado interno. Esta subida na gasolina se dá exclusivamente em função da produção do álcool, que não está atendendo a demanda”.

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De acordo com o presidente, a Petrobras é autossuficiente em petróleo e consegue atender a demanda nacional. “Até esse momento, não vejo por parte do governo interesse em mexer no preço, porque a Petrobras deve entender que a crise é passageira. Assim que terminar o conflito na Líbia, a tendência é voltar aos preços normais”, concluiu Soares.