Preço do minério de ferro sobe pelo segundo dia consecutivo

Segundo índice de referência Steel Index, minério subiu para US$ 105,10 a tonelada, após queda no preço na semana passada

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SÃO PAULO – O preço do minério de ferro subiu pela segunda vez consecutiva nesta segunda-feira (17) em meio a um mercado volátil dividido entre perspectivas positivas com o pacote de infraestrutura na China mas ainda desconfiado da robustez da demanda pelo produto.

O índice de referência Steel Index mostra que o minério com teor de 62% de ferro fechou em US$ 105,10 a tonelada, uma alta de US$ 3,5 em relação ao fechamento anterior.

Na sexta-feira, o índice teve alta de US$ 5,5, após uma queda de US$ 2 na quinta-feira (13).

Apesar dos últimos aumentos, o minério de ferro ainda está bem abaixo dos níveis do início de julho. Os preços recuaram fortemente entre agosto e o começo de setembro. No último dia 5, o índice mostrava um preço de US$ 86,70 por tonelada, com a fraca demanda por aço afastando compradores chineses do mercado.

O anúncio de um pacote de estímulo à infraestrutura deu impulso aos preços e levaram a uma recuperação nas últimas semanas.

Analistas ouvidos pela Reuters esperam que a recuperação dos preços do minério de ferro se intensificará nos próximos meses, com impulso da demanda chinesa de um lado e da oferta menor pela commodity de outro.

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Mas até que os preços se acomodem a um patamar acima do atual, com equilíbrio entre oferta e demanda, o mercado de minério de ferro ainda passará por muita volatilidade, avaliaram o diretor-executivo de Ferrosos e Estratégia da Vale, José Carlos Martins e o analista Marcelo Aguiar, do Goldman Sachs.

A Vale é a maior produtora global de minério de ferro.

“Eu não entendo por que os preços do minério de ferro e aço saltaram quando nada mudou fundamentalmente. A demanda por aço da China ainda é fraca …”, disse um trader de minério de ferro em Xangai.

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O trader disse que sua companhia havia conseguido vender apenas entre 25 mil e 30 mil toneladas de minério de ferro na semana passada, deixando a empresa com cerca de 250 mil toneladas estocadas em portos chineses, que estavam tentando ser vendidas há meses.

“Nós não estamos comprando agora porque não queremos elevar preços quando eles podem cair drasticamente com facilidade neste momento, enquanto as perspectivas para demanda de aço permanecem incertas”, ele acrescentou.