Preço do milho deve recuar no mercado interno, diz Mapa

Estimativa tem como base o crescimento da oferta e das importações brasileiras, sobretudo do Mercosul

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Em 31 de janeiro, o estoque de passagem de milho no Brasil deve chegar a 4,47 milhões de toneladas, segundo estimativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). “Como há produto para ofertar, a tendência é que os preços venham a cair”, adverte o ministério.

Após sucessivas altas, preço do milho deve cair no mercado interno

Além da maior oferta, as importações brasileiras, sobretudo do Mercosul, deverão aumentar, principalmente para a regiões Sul e Nordeste. De janeiro a junho deste ano, foram adquiridas 542,5 mil toneladas, contra 173,3 mil toneladas em igual período do ano passado.

A redução de oferta na primeira safra e a expectativa de queda na segunda exerceu uma pressão de alta na formação dos preços, provocando uma retenção de venda pelos produtores. Além disso, o crescimento 180% nas exportações de janeiro a abril de 2016 (12,24 milhões de toneladas), em relação ao mesmo período do ano passado (4,3 milhões de toneladas), reforçou a pressão já existente.

De acordo com o quadro de oferta e demanda da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção da temporada 2015/2016 é de 69,14 milhões de toneladas. As exportações devem chegar a 22 milhões de toneladas, o consumo interno a 54,67 milhões de toneladas e as importações, 1,5 milhão de toneladas, chegando, assim, a um estoque de passagem de 4,47 milhões de toneladas.

Em nota, o Mapa não recomenda o produtor a manter os estoques projetando ganhos no mercado.