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SÃO PAULO – O aumento dos preços do álcool foi um dos responsáveis pelo recuo da atividade do comércio varejista em janeiro, frente a dezembro. Após treze meses registrando taxas positivas nas vendas, no primeiro mês de 2010 o varejo do País registrou recuo de 0,8% na atividade.
Os dados são do Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio, divulgado nesta terça-feira (2), e mostram que apenas o segmento de Combustíveis e Lubrificantes registrou queda no mês passado, de 0,5%, na comparação com dezembro. Os demais setores registraram aumentos.
Na comparação entre janeiro último e o mesmo mês de 2009, o indicador mostra alta de 10,2%. Nessa base comparativa, novamente o segmento de Combustíveis e Lubrificantes foi o único destaque negativo – registrando queda de 4% no período.
Comércio varejista
Em janeiro, o maior destaque entre os resultados positivos na comparação com dezembro de 2009 é o segmento de Material de Construção, que registrou aumento de 4,9%.
Supermercados, Hipermercados, Alimentos e Bebidas também cresceu em janeiro (2,6%), na comparação com dezembro, seguido do segmento de Veículos, Motos e Peças, que registrou incremento de 1,8% no mês passado. Outros segmentos também aumentaram em janeiro: Móveis, Eletroeletrônicos e Informática (+0,8%); e Tecido, Vestuário, Calçados e Acessórios (+0,9%).
Na comparação com janeiro de 2009, o destaque ficou com Veículos, Motos e Peças, que registrou aumento de 20,8%, e Móveis, Eletroeletrônicos e Informática, que cresceu 20,5% na mesma base comparativa.
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Os demais segmentos também registraram crescimento em janeiro, na comparação com o mesmo mês de 2009: Tecido, Vestuário, Calçados e Acessórios (+18%), Material de Construção (+10%) e Supermercados, Hipermercados, Alimentos e Bebidas (+2,1%).
O aumento do segmento de Material de Construção na comparação anual foi o primeiro desde dezembro de 2008, após 12 meses de quedas nas taxas anuais.
Sobre o índice
O indicador da Serasa tem como base o banco de dados da Serasa Experian. A partir da metodologia de cálculo do PIB, apresentada pelo IBGE em 2007, na qual o comércio passou a ser, individualmente, o setor com maior participação na geração do valor adicionado da economia brasileira, respondendo por 11%, a entidade percebeu que é de fundamental importância dispor de mais indicadores, destinados a mensurar a evolução deste setor da atividade econômica do País.