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SÃO PAULO – A escalada da cotação do petróleo nos mercados internacionais nos últimos tempos reacendeu um tema preterido nas discussões quanto ao desempenho econômico norte-americano: a questão da inflação.
Os dados da AAA (American Automobile Association) divulgados na última segunda-feira (26) demonstraram claramente o impacto da alta do petróleo no bolso do consumidor. Segundo as estatísticas, o preço do combustível subiu por 20 dias seguidos, e já passa dos US$ 4 o galão em onze dos cinqüenta estados da federação, incluindo a capital Washington.
Conforme a pesquisa da instituição, o preço do combustível subiu cerca de 9% na comparação com maio do ano passado e soma valorização próxima de 23% ante 2007.
Dentre os estados pesquisados, o Alasca lidera a alta, com preços que giram em torno de US$ 4,20 o galão, seguido pelo estado de Connecticut, com média de US$ 4,19. Na outra ponta da tabela, podem-se encontrar preços mais baratos em Wyoming e Missouri, próximos de US$ 3,75 o galão.
Impacto no fluxo
Com os altos custos do combustível, os cidadãos norte-americanos vêm diminuindo sua freqüência nas estradas. Segundo dados do Departamento de Transporte, houve uma redução de aproximadamente 17,6 bilhões de quilômetros rodados frente ao mês de março do ano passado.
Os números da Federal Highway Administration também corroboram a tese de que o fluxo vêm diminuindo nas estradas, haja vista a redução de 4,3% da quantidade de veículos nas estradas federais, a maior queda desde 1942.
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Para piorar o cenário, os altos níveis desafiam a temporada de verão nos EUA, quando viagens de carros são mais freqüentes por parte dos norte-americanos.