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SÃO PAULO – Apesar de esperar uma alta de 8% nos preços dos produtos de Páscoa, a Abicab (Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados) acredita que a variação dependerá do público-alvo de cada loja, além da região onde ela se localiza. A expectativa é do vice-presidente da área de Comunicações da Associação, Luís Felipe Rego.
“Estamos falando de uma variedade muito grande de produtos e consumidores. Há ovos para todos os gostos e de vários tamanhos”, afirma. Segundo a Associação, essa variedade é grande mesmo, já que o Brasil está no segundo lugar no ranking mundial dos produtores de ovos, atrás apenas da Inglaterra.
Paulistas consomem mais
Na análise por região, São Paulo representa 45% do consumo de Páscoa. A Associação calcula que cada habitante do estado consome, em média, em um ano, 3,2 kg de chocolate, média idêntica à dos italianos e maior que a registrada no País, cujo consumo por habitante fica em torno de 2,5 kg, por ano.
Os estados de Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro também têm representatividade no consumo do doce, embora em percentual bem menor. Juntos, eles representam 18% do consumo total.
Entre as regiões, o Sul fica com a fatia de 20%, enquanto o Norte e o Nordeste somam 8% do total e as regiões Centro Oeste e Distrito Federal representam 9% do consumo no período.
Maior consumo, apesar do aumento
Para a Apas (Associação Paulista de Supermercados), o aumento nos preços dos produtos deve ficar em 5% para os ovos tradicionais. Aqueles que contêm brindes e brinquedos devem sair mais caros.
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“A elevação dos preços está diretamente ligada ao perfil do produto, que traz brinquedos em sua maioria importados da China, país fortemente impactado pela alta do dólar, assim como o preço do cacau, cuja manteiga extraída para a fabricação do chocolate também é importada”, explica o presidente da Associação, João Sanzono Neto.
Apesar disso, a Associação espera que neste ano a venda de ovos de chocolate aumente 5%. O crescimento da renda do consumidor de classes econômicas mais baixas é um dos fatores que contribuem para a boa expectativa.
“O setor está confiante, pois, com cerca de 90% da participação, o ovo de chocolate continua no posto de carro-chefe da Páscoa por ser uma tradição na mesa e na mente do consumidor”, acredita Sanzono.