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SÃO PAULO – Após três sessões em queda, o preço do barril de petróleo fechou essa quinta-feira em forte alta, tanto em Londres como em Nova York. Desta vez, o mercado associou aos preços um prêmio de risco, dado que os países membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) têm uma capacidade de produção adicional muito reduzida.
Em maio, essa margem de ampliação estava em torno de 1,5 milhões de barris, excluindo-se a produção iraquiana. Grande parte disto corresponde a um tipo de óleo mais pesado, mais rico em enxofre. Vale citar que as refinarias preferem usar uma matéria-prima mais leve, que rende derivados de maior valor no mercado.
Aumento da demanda norte-americana de gasolina
De acordo com o relatório divulgado pelo Departamento de Energia dos EUA, a demanda de gasolina nas últimas quatro semanas naquele país foi 2,4% maior que no mesmo período de 2004. Mais de 13% do petróleo prospectado no mundo é direcionado para atender àquela demanda.
Segundo alguns analistas, os preços do insumo podem atingir facilmente os US$ 60 até o fim do ano, caso as demandas norte-americana e chinesa continuem a aumentar e os furacões ameacem a produção no Golfo do México. Nesse quadro pessimista, também se encaixa a desaceleração da produção na Rússia.
Petróleo fecha em forte alta em Londres
A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, fechou a US$ 53,78
no pregão desta quinta-feira, forte alta de 3,20% em relação ao último fechamento.
Com o desempenho positivo no dia, o petróleo acumula forte alta de 6,01% neste mês de junho.
Por sua vez, a variação no ano ficou positiva em 33,22%, já que a
commodity encerrou o ano passado cotada a US$
40,37 por barril em Londres.
O contrato com vencimento em julho de 2005, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, fechou cotado a US$ 54,30 por barril, configurando uma alta de 3,35% frente ao fechamento anterior.