Preço do aluguel cobrado ao paulistano sobe 4,18% e fica acima da inflação

Alta foi registrada nos quatro primeiros meses deste ano. No mesmo período, IGP-M foi de 1,16%

Por  Equipe InfoMoney -

SÃO PAULO – Nos quatro primeiros meses de 2007, o paulistano teve de desembolsar 4,18% a mais para pagar o aluguel. Neste mesmo período, por outro lado, o responsável pelo indexador do reajuste, a inflação medida pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), está acumulada em 1,16%.

O motivo desse cenário, explicou o presidente da Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios (Aabic), José Roberto Graiche, é a recuperação do mercado de locação de imóveis.

“O reaquecimento da economia, embora discreto, já reflete neste segmento”, avaliou, afirmando que, na análise isolada de abril, a situação foi a mesma: 0,9% de alta para o preço e 0,04% de IGP-M.

Por bairros

No quarto mês do ano, conforme a Aabic, o maior encarecimento da Capital foi registrado em bairros de alto padrão. Na região dividida como Setor 1, que compreende Alto da Boa Vista, Alto de Pinheiros, Itaim Bibi, entre outros, a alta foi de 3,8%.

Bairros de caráter residencial de médio padrão (Setor 3) e misto (casas e comércios, Setor 6) para trabalhadores também fizeram parte daqueles com alta de preço no quarto mês do ano, sendo de 1,4% e 0,4%, respectivamente. Como exemplos, no primeiro caso, estão Campo Belo, Ibirapuera e Ipiranga; no segundo, Brás, Campo Limpo e Jardim Helena.

Por outro lado, os barateamentos foram verificados nos setores 2 (0,3%), 4 (-2%) e 5 (1,6%). Nesta ordem, os exemplos são os seguintes: Alto da Lapa, Brooklin e Butantã; Aclimação e Bela Vista; Água Fria, Belém e Bom Retiro.

Desde 1996

Vale lembrar que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o preço do aluguel residencial triplicou (208,8%) entre janeiro de 1995 e fevereiro deste ano.

O encarecimento só não foi maior porque donos de imóveis, preocupados com a crescente alta nos valores do condomínio (que também aumentaram três vezes nesse período), preferiram segurar um pouco esses aumentos, como forma de não perder a clientela.

Oferta

As ofertas de imóveis, segundo a Aabic, também registraram crescimento em abril, de 0,9%. Os líderes foram as casas de três dormitórios e os apartamentos de dois dormitórios. Nesses dois grupos, o aumento médio foi de 5,15% e 2,75% no mês passado, respectivamente.

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“O número de ofertas vem crescendo talvez pelo fato de investidores, também de maneira tímida, estarem migrando aos poucos para o mercado de locação”, concluiu Graiche, por meio de nota.

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