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SÃO PAULO – Os preços médios do álcool combustível vendido no Estado de São Paulo variam quase 30%, de acordo com a cidade. A informação consta em levantamento de preços da ANP (Agência Nacional de Petróleo e Gás): o município onde o litro é encontrado pelo menor preço é Rio Claro, a R$ 0,989. O mais caro fica em Itanhaém, no litoral, a R$ 1,260.
De maneira geral, a agência calcula que o valor cobrado no Estado de São Paulo é de R$ 1,097, quase 18% a menos do que a média nacional, que fica em R$ 1,329. Na unidade federativa é encontrado o menor valor para o combustível, enquanto o maior está no Acre (R$ 1,984).
Motivos das diferenças
Entre estados, a diferença de preço é ocasionada pelos custos do transporte: quanto mais longe estiver dos distribuidores, maiores serão os custos para levar o produto até lá. Isso, lembrando que os grandes fabricantes nacionais estão na Região Centro-Sul do País. Com forte influência está também a incidência de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), que varia de 12% a 25%, conforme a unidade federativa.
Além disso, especialistas afirmam que a variação de cobranças em limites menores, como dentro de um estado ou até mesmo de uma cidade, é ocasionada pelos custos de manutenção de postos de combustíveis. Em outras palavras: localidades mais nobres têm aluguéis de espaço mais caros, impostos mais altos e salários acima das demais. Isso gera contas mais salgadas, que precisam ser compensadas com maior arrecadação.
Consumo
A Fecombustíveis (Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e Lubrificantes) aponta que o maior mercado consumidor do Brasil – como não poderia ser diferente, por conta da densidade populacional – é São Paulo. No estado, são vendidos mais de 300 milhões de litros de álcool por ano, o que gera um faturamento de mais de R$ 4,2 bilhões.
Já no Acre é verificado o menor volume comercializado no ano: cerca de 400 mil litros, gerando pouco menos de R$ 9,5 milhões.