Preço do álcool sobe quase 5% no Estado de São Paulo

De acordo com a ANP, no intervalo de uma semana, o custo médio do litro passou de R$ 1,321 para R$ 1,381. Mas o combustível ainda compensa

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SÃO PAULO – O paulista desembolsou quase 5% a mais – especificamente 4,34% – para abastecer o carro com álcool no intervalo de uma semana. O dado, divulgado nesta segunda-feira (15) pela Agência Nacional de Petróleo (ANP), se refereve a variação dos valores empregados na semana de 31 de dezembro a 06 de janeiro com os da semana de 07 a 13 de janeiro, que passaram de R$ 1,321 para R$ 1,381 no período.

Apesar de o aumento não representar uma diferença de 1 centavo, em proporção a variação não é comum para o intervalo de sete dias. O encarecimento atípico mostra uma possível nova crise do álcool, assim como ocorreu na entressafra de cana-de-açúcar, mais ou menos no mesmo período do ano passado. Àquela época, o litro chegou a dobrar de preço.

E a gasolina?

Com o aumento do preço do álcool, fica também o temor que a gasolina passe a custar mais também. O motivo é a composição do derivado de petróleo, que conta com 23% do outro combustível em sua composição.

No Estado de São Paulo, a gasolina ficou 0,24% mais cara, passando de R$ 2,402 para R$ 2,408. Portanto, analisando o preço de ambos os combustíveis na última semana, abastecer com álcool ainda é vantajoso para os motoristas que possuem carros flex: o preço do derivado de cana-de-açúcar corresponde a cerca de 60% do valor da gasolina. E para a troca compensar, essa proporção deve ser de até 70%.

Brasil

Não foi só no Estado de São Paulo que se verificou tendência de alta no preço do álcool. O custo do litro na média nacional passou de R$ 1,546 para R$ 1,591 (2,82%).

Na análise por regiões, conforme o levantamento da ANP, fica claro que o aumento do custo do combustível não é linear em todo o País. A maior alta está concentrada no Sudeste, onde cada litro passou a ser vendido por R$ 1,439, ante R$ 1,378. Com esse aumento, a variação foi de 4,23%.

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Em segundo lugar, veio o Centro-Oeste, com encarecimento de 2,50%. Em real, o preço passou de R$ 1,637 para R$ 1,679. Na seqüência, aparece o Sul (1,04%), de R$ 1,617 para R$ 1,634.

No Norte, a variação foi de 0,54% (de R$ 1,991 para R$ 2,002), enquanto o Nordeste contrariou a tendência nacional: lá, o preço caiu 0,28% (de R$ 1,751 para R$ 1,746).

Demais combustíveis

Já os outros combustíveis, também na média Brasil, apresentaram variações que não chegaram a meio por cento. O óleo diesel, por exemplo, teve seu preço estável no intervalo das duas semanas, ficando em R$ 1,858.

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O metro cúbico do gás natural veicular (GNV) ficou 0,23% mais barato – de R$ 1,259 para R$ 1,256. Já o botijão de cozinha de 13 litros, conhecido tecnicamente como gás liquefeito de petróleo (GLP), ficou 0,03% mais caro: de R$ 33,02 para R$ 33,03.

O preço da gasolina teve encarecimento de 0,11% (de R$ 2,525 para R$ 2,528).

E, segundo levantamento da Agência Brasil, encher o tanque com gasolina ficou mais barato em nove Estados brasileiros (mais o Distrito Federal): Piauí, Sergipe, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.