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SÃO PAULO – A Companhia Siderúrgica de Tubarão reportou nesta terça-feira os seus resultados referentes ao quarto trimestre e ano de 2002, os quais se mostraram bastante favorecidos pela recuperação dos preços no mercado de placas internacional.
Esta tendência, deste modo, deve afetar positivamente os resultados das grandes siderúrgicas brasileiras no mesmo período, dado que boa parte das quais tem forte presença no mercado internacional.
Recuperação dos preços foi crescente ao longo de 2002
A recuperação do preço das placas no mercado internacional foi crescente ao longo dos quatro trimestres de 2002. No primeiro trimestre do ano passado a tonelada estava sendo vendida a US$ 154, o valor mais baixo da história da CST.
A cotação voltou ao seu patamar histórico médio, que oscila entre US$ 210 e US$ 230 a tonelada, no terceiro trimestre e ultrapassando-o ao final do ano, quando a tonelada esteve cotada a US$ 235. Para isto, segundo a CST, contribuiu um “ajuste mundial do setor”, com concordatas ou encerramento de atividades de diversas empresas norte-americanas neste período.
Considerando-se as médias históricas, nota-se que a média anual de 2002 ainda é bastante inferior, tendo ficado em US$ 191, ainda que este valor já tenha sido maior que a média de 2001, que ficou em US$ 172 a tonelada. Na tabela abaixo constam as médias anuais históricas do preço da placa de aço:
| Cotação das placas (por tonelada) | |||
| 1993 | US$ 196 | 1998 | US$ 224 |
| 1994 | US$ 216 | 1999 | US$ 167 |
| 1995 | US$ 266 | 2000 | US$ 221 |
| 1996 | US$ 277 | 2001 | US$ 172 |
| 1997 | US$ 248 | 2002 | US$ 191 |
Fonte: Relatório Trimestral CST
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Para 2003 expectativas são otimistas
Tendo a cotação da placa sido bastante pressionada no início de 2002, as expectativas divulgadas pela administração da siderúrgica capixaba mostram-se bastante otimistas para o próximo ano, apostando num preço médio anual de 2003 em linha com a média histórica, variando a US$ 210 e US$ 230 a tonelada.
Para os outros produtos oferecidos pelo setor siderúrgico, a CST também aposta na elevação dos preços, destacando-se que o preço da tonelada de bobinas a quente, que para a empresa deve ficar entre US$ 280 e US$ 300, sendo este um produto de maior valor agregado.