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SÃO PAULO – A MCM projeta que os preços das commodities nos mercados globais continuem caindo no quarto trimestre. Em relação ao período anterior, a estimativa é de queda de 7% para os produtos metálicos e 8% para os agrícolas.
A recuperação, segundo os analistas, viria no segundo semestre do ano que vem, quando é esperado que a economia global se recupere e a demanda volte a se equilibrar em relação à oferta. O índice CRB de metais deve cair 20% em 2012, em relação ao preço médio deste ano, e o agrícola, 13%.
Variação da atividade industrial
Essa previsão é baseada em um cálculo feito pela consultoria, que levou em conta a trajetória da desvalorização dos metais, em conjunto com a queda do PMI (Purchasing Managers’ Index) Global, medido pela Markit e pelo JP Morgan para checar a atividade industrial no mundo. De acordo com o relatório, a aderência na variação anual é grande entre os dois indicadores.
Por enquanto, a demanda chinesa pelas commodities vinha sustentando a alta dos preços, mas desde as complicações em relação à situação econômica de Zona do Euro e Estados Unidos, a pressão sobre o indicador já trouxe uma queda de 23% em dólar, em comparação à cotação máxima do ano, em abril.
Com o PMI se mantendo em patamares abaixo dos 50 pontos, o que indica contração da atividade fabril, a procura por produtos como o cobre, o chumbo e o zinco, já começa a cair. Por isso a projeção da MCM em relação à manutenção de baixos patamares até pelo menos junho de 2012.
Estoques agrícolas
Em relação às commodities agrícolas, o relatório do Departamento de Agricultura dos EUA, que indica um aumento histórico no nível de estoques dos produtos, em relação à demanda, influenciou a projeção da consultora. O milho, por exemplo, já se acumula nos galpões norte-americanos em níveis 20% maiores do que o esperado pelo mercado.
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Por isso a expectativa de que os preços continuem a recuar, como vem acontecendo neste ano. Na mesma comparação feita para os metais, em relação à maior cotação do ano, em abril, o CRB agrícola já desceu 11%.
Dois cenário poderiam modificar fortemente essa estimativa: um aquecimento muito grande da economia chinesa, que aumentaria em muito a procura, e uma ruptura na Europa, que levasse a uma segunda recessão desde 2008.