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SÃO PAULO – O preço da cesta básica de São Paulo apresentou alta de 0,62% em maio, na comparação com abril, de acordo com pesquisa realizada pela Fundação Procon-SP em convênio com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), divulgada nesta quarta-feira (15).
Em maio, os paulistanos pagaram R$ 285,34 para comprar os produtos essenciais, sendo que, em abril, esse valor era de R$ 283,57.
No ano, a variação é negativa em 0,85% e, nos últimos doze meses, a variação, também negativa, ficou em 0,17%.
Quedas e Altas
Dos 31 produtos analisados, 17 apresentaram alta nos preços, 12 tiveram queda e dois mantiveram seus preços estáveis no mês passado. Higiene Pessoal foi o grupo que apresentou a maior alta, de 2,77%. Alimentação e Limpeza também registraram alta de 0,42% e 0,48%, respectivamente.
Dentro do grupo Alimentação, arroz (-8%), feijão carioquinha (-4,90%) e leite em pó integral (-3,18%) registraram as maiores quedas e ajudaram, de certa forma, a neutralizar a alta no mês.
Já o queijo mussarela fatiado (12,84%), alho (9,17%), batata (5,71%) foram os produtos com as maiores altas. A carne de primeira registrou uma alta um pouco menor que a dos outros produtos, de 3,83%, mas por conta do peso que tem na cesta, foi o que ajudou a pressionar a alta do valor médio do conjunto de produtos.
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No grupo Limpeza, as maiores altas foram registradas pelos seguintes produtos: sabão em barra (1,27%) e detergente líquido (2,47%). A água sanitária cândida manteve o preço estável no mês, ao passo que o sabão em pó apresentou queda de 0,28%. Já no grupo Higiene Pessoal, a maior alta foi no absorvente aderente (19,50%) e o maior recuo no creme dental (-2,40%).
Concorrência estimulou resultado
De acordo com o Procon-SP/Dieese, os aumentos ou quedas nos preços dos produtos que compõem a cesta básica nem sempre estão atrelados a algum desequilíbrio entre oferta e demanda.
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Segundo as instituições, as variações podem, simplesmente, refletir os procedimentos adotados pelo varejo, seja para estimular a concorrência ou para queimar estoques por meio da queda de preços.