Preço da cesta básica de São Paulo subiu 13,24% no ano passado

Em 2010, os paulistanos pagaram, em média, R$ 319,11 para comprar os produtos essenciais, aponta pesquisa do Procon-SP

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SÃO PAULO – O preço da cesta básica de São Paulo subiu 13,24% no ano passado, de acordo com pesquisa realizada pela Fundação Procon-SP, em convênio com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), e divulgada nesta quinta-feira (13).

Em 2010, os paulistanos pagaram R$ 319,11 – em 28 de dezembro – para comprar os produtos essenciais, sendo que, no anterior, esse valor era de R$ 281,79.

Quedas e altas
Do total de produtos da cesta paulistana, o destaque de aumento nos preços ficou com o feijão carioquinha (57,22%). Segundo os técnicos do Procon, o preço do grão tem forte volatilidade, devido ao seu ciclo de produção ser de apenas três meses.

A carne de primeira (36,94%) também apresentou forte elevação no período. O motivo nesse caso foi a baixa oferta de boi gordo e diminuição de seu abate, informou a fundação.

O quilo do alho (33,41%), o quilo do queijo mussarela fatiado (33,41%) e quilo da carne de segunda sem osso (32,88%) também foram destaques no decorrer do ano passado.

A maior queda, por sua vez, ficou com o quilo da cebola, cujo preço registrou recuo de 47,74%. Desde o início de junho até outubro, o valor da cebola caiu sistematicamente, devido ao aumento da oferta no mercado, consequência da sua boa colheita.

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As demais reduções que chamaram a atenção foram nos preços da batata (-29,15%), sabão em barra (-5,19%), margarina (-5,05%) e no desodorante spray (-2,62%).

Grupos
Os três grupos analisados pelo Procon – Alimentação, Limpeza e Higiene – apresentaram variações distintas nos 12 meses passados. O primeiro registrou alta de 16,81%. O segundo, queda de 1,24%, enquanto o terceiro recuo de 0,90%.

Como a alimentação pesa 80,08%, na composição desta cesta, um aumento de 16,81% em seu valor resulta em uma contribuição positiva de 13,46 pontos percentuais no cálculo da taxa de 2010, explicam os técnicos.

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O grupo limpeza, com deflação e peso de 10,86%, resultou em uma contribuição negativa no cálculo da taxa da cesta básica de -0,13 p.p., o mesmo ocorreu com o grupo da higiene, cujo peso de 9,07% e deflação em seu valor apresentou impacto de -0,08 p.p. na variação desta cesta.