Calote Oficial

Prazo expira e Grécia se torna o 1º país desenvolvido a dar calote no FMI

O drama agora é ainda maior porque o país fica pela primeira vez desde 2010 sem uma ajuda financeira externa já que expirou o socorro de 245 bilhões de euros do FMI e BCE

Aprenda a investir na bolsa

SÃO PAULO – Após semanas de negociação um acordo não foi encontrado e a Grécia oficialmente deu o calote no FMI (Fundo Monetário Internacional). Com um dia agitado e poucas esperanças de que uma solução seria encontrada, o prazo para pagar a dívida de 1,6 bilhão de euros estourou e agora o país se torna o primeiro desenvolvido a dar um calote no fundo. O prazo expirou às 19h (horário de Brasília).

O drama agora é ainda maior porque o país fica pela primeira vez desde 2010 sem uma ajuda financeira externa já que expirou o socorro de 245 bilhões de euros do FMI e BCE (Banco Central Europeu). No país, os bancos continuam fechados desde o controle de capital – restrição para transações financeiras – imposto pelo governo na segunda-feira (29), e um grande protesto ocorreu nesta noite a favor de um acordo com os credores.

Enquanto isso, o primeiro-ministro Alexis Tsipras tentou uma última alternativa nesta tarde ao pedir o adiamento da dívida por um curto período e propor um socorro de dois anos ao ESM (Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira), fundo vinculado à União Europeia responsável por cuidar dos interesses financeiros dos países da zona do euro. O socorro emergencial seria no valor de 30 bilhões de euros.

Aprenda a investir na bolsa

O porta-voz do FMI, Gerry Rice, afirmou que a Grécia, agora, só pode receber mais financiamento do fundo quando os atrasos forem quitados. Ele confirmou que a Grécia solicitou mais cedo nesta terça-feira uma prorrogação de última hora do pagamento, o que a diretoria do FMI irá considerar “no momento apropriado”.

Para quitar a dívida, a Grécia tentava desbloquear o acesso a 7,2 bilhões de euros, que era a última parcela do pacote de 245 bilhões de euros. Em troca, os credores (FMI, BCE e zona do euro) exigiam medidas de austeridade fiscais não aceitas pelo governo do país. Tsipras foi eleito em janeiro sob o discurso contrário a esses cortes, negociados pelos governos anteriores de centro-direita durante a crise que abateu o país nos últimos anos.