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PPI recomenda excluir Eletrobras Participações do programa de desestatizações; resultados e mais destaques

Confira os destaques do noticiário corporativo na sessão desta quinta-feira (27)

(Divulgação/Eletrobras)

A Eletrobras comunicou na noite de ontem que o CPPI, órgão federal ligado à presidência da República, recomendou que a Eletrobras Participações seja excluída do Plano Nacional de Desestatização, comandado pelo Ministério da Economia. Segundo a empresa, a recomendação foi publicada na Resolução 109 de 19 de fevereiro. Já o Banco do Nordeste informou que planeja aumentar o seu capital social em R$ 1,7 bilhão, com a incorporação de lucros dos exercícios anteriores. A medida depende de aprovação em Assembleia no dia 27 de março.

Eletrobras (ELET3;ELET6)

O Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) recomendou a exclusão da Eletrobras Participações S.A. – Eletropar – do Programa Nacional de Desestatização (PND). A Resolução com a recomendação está publicada na edição desta quarta-feira (26) do Diário Oficial da União.

Segundo o texto da Resolução, a decisão do Conselho considerou o fato de a Eletropar ser uma empresa controlada pela Eletrobras, que aguarda aprovação do Congresso Nacional para que seja capitalizada, e levou em conta ainda a estratégia de reorganização da Eletrobras e os impactos de gestão trazidos pela manutenção da Eletropar no PND. A recomendação será submetida à deliberação do presidente da República.

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A recomendação de exclusão da Eletropar do PPI deverá agora ser alvo de deliberação de Bolsonaro.

A Eletropar possui ações na transmissora de energia Cteep, na geradora Emae, controlada pelo governo paulista, na EDP Energias do Brasil, na Light e na Eletronet, segundo formulário de referência da companhia.

Banco do Nordeste (BNBR3

O Banco do Nordeste planeja aumentar o seu capital social em R$ 1,7 bilhão para R$ 5,5 bilhões, informou ontem em comunicado o banco estatal. Segundo o banco, não ocorrerá emissão de novas ações e o aumento ocorrerá com a incorporação de reservas estatutárias, que são provenientes de lucros apurados nos exercícios anteriores.

O banco declarou que em 31 de dezembro do ano passado atingiu reservas de lucros no valor de R$ 2,65 bilhões. O aumento de capital precisa ser aprovado na Assembleia Geral Extraordinária de 27 de março, que acontecerá na sede em Fortaleza (CE).

Vale (VALE3)

A mineradora Vale informou que o navio cargueiro Stellar Banner, que transportava um carregamento de minério de ferro da empresa do porto de São Luís (MA) para a China, foi encalhado na noite da segunda-feira na costa do Maranhão. Segundo a empresa, a embarcação “sofreu uma avaria na proa, após deixar o terminal marítimo da Ponta da Madeira” e o capitão achou prudente efetuar a manobra, após os 20 tripulantes serem retirados do navio. O encalhe ocorreu a cerca de 100 quilômetros de São Luís. O navio é da empresa sul-coreana Polaris. A Vale informou que está auxiliando no suporte técnico-operacional ao navio encalhado.

Locaweb (LWSA3)

A Locaweb comunicou ontem que o Fundo Soberano de Cingapura – GIC Private Limited (GIC) passou a deter 6,49% das ações ordinárias da empresa. O aumento da participação, segundo a Locaweb, não representa uma tomada de controle. A Locaweb é uma empresa brasileira de hospedagem de sites, que levantou R$ 1,2 bilhão em oferta primária e secundária de ações na B3 no começo de fevereiro. O fundo GIC informou ontem que passou a deter de forma consolidada 8,1 milhões de ações ordinárias LWSA3. O Fundo Soberano de Cingapura tem ativos superiores a US$ 100 bilhões, investidos em vários países.

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Ambev (ABEV3)

A Ambev registrou lucro líquido atribuído ao controlador de R$ 4,099 bilhões no quarto trimestre de 2019, alta de 22% em relação ao mesmo período do ano anterior. No acumulado do ano de 2019, o montante foi de R$ 11,780 bilhões, número 7,13% maior do que em 2018. A melhor performance é atribuída, principalmente, a expansão do Ebitda, menor alíquota efetiva de imposto de renda e menores despesas financeiras.

O lucro líquido ajustado da fabricante de bebidas foi de R$ 4,633 bilhões no quarto trimestre de 2019, 24,4% acima do registrado em igual período do ano passado. Em informe de resultados, a companhia afirma que a alta se deve a uma menor despesa de imposto de renda. No acumulado de 2019, o lucro líquido ajustado cresceu 8,5% ante 2018, atingindo R$ 12,549 bilhões.

O lucro consolidado do quarto trimestre foi de R$ 4,219 bilhões, alta de 21,80% em relação ao mesmo período do ano anterior. No acumulado de 2019, o montante foi de R$ 12,188 bilhões. Veja mais sobre o balanço clicando aqui.

O Credit Suisse destacou que os números da Ambev foram fracos, com o crescimento de volume de 3,4% na base de comparação anual sendo mais que compensado do lado negativo pela queda de 4,2% de receita por hectolitro.

Para 2020, a companhia espera i) pressão de custo pelo câmbio; ii) Ebitda do segmento de cerveja no Brasil reduzindo entre 17% e 20% na base de comparação anual no primeiro trimestre de 2020 e que deve ir gradualmente se recuperando ao longo do ano e iii) tendência de receita favorável para LAS.

Os analistas destacam reação negativa do mercado considerando principalmente o guidance de 2020 menos detalhado e a indicação de uma menor rentabilidade para o segmento de cerveja no Brasil no primeiro trimestre de 2020, sem a clareza de que isso levará a uma melhora de volume.

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