Powell diz que não sairá de conselho no Fed até fim de investigação sobre reformas

Chairman afirmou também que seguirá no cargo até que seu sucessor seja confirmado

Camille Bocanegra

O presidente do Fed, Jerome Powell (Foto: Kent Nishimura/Getty Images/The New York Times Licensing Group)
O presidente do Fed, Jerome Powell (Foto: Kent Nishimura/Getty Images/The New York Times Licensing Group)

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O chairman do Federal Reserve, Jerome Powell, fez declarações sobre sua permanência tanto no cargo de dirigente do banco quanto no Conselho de Governadores do Fed na coletiva de imprensa após a decisão de juros nos EUA.

Sobre o cargo de chairman, que deve deixar em maio de 2026, o presidente afirmou que seu sucessor, Kevin Warsh, deve ser confirmado para que possa assumir a posição.

Powell não descartou seguir como “chairman pro tempore” (dirigente temporário), o que já aconteceu em outras ocasiões na história do Fed, como dita a lei sobre a sucessão na instituição. Além da cadeira de dirigente, Powell ocupa o chamado “Conselho de Governadores”, que são indicados pelo presidente.

Seu mandato se estende até meados de 2028 e o dirigente afirmou que permanecerá no conselho até que a investigação em curso no Departamento de Justiça seja concluída. O chairman é investigado por possíveis irregularidades na reforma da sede da instituição, no que foi considerado por analistas como parte de campanha de intimidação por parte do governo de Donald Trump, presidente dos EUA, por divergências sobre a política monetária no país.

Powell disse que ainda não decidiu se, após a conclusão da investigação, pode sair antes do término de seu mandato no Conselho.

“Eu ainda não tomei essa decisão”, disse Powell. “Vou tomar essa decisão com base no que eu considerar melhor para a instituição e para as pessoas que servimos.”

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Vitória do chairman

Na semana passada, um juiz federal rejeitou, por considerarem impróprias, as intimações do Departamento de Justiça emitidas ao Conselho do Sistema do Federal Reserve, que buscavam registros relacionados às reformas de sua sede e aos comentários do presidente Jerome Powell ao Congresso sobre o projeto.

O juiz distrital dos EUA, James Boasberg, afirmou que o governo não apresentou provas para justificar as intimações e que elas refletiam claramente uma ” motivação imprópria ” de retaliação contra Powell por divergências políticas. Jeanine Pirro, chefe do Gabinete do Procurador dos EUA para o Distrito de Columbia, considerou a decisão errada e disse que recorreriam dela.

(com Bloomberg)

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