Possível retomada da economia leva bolsas dos EUA a fecharem em alta

Indicadores e resultados corporativos apontam para possível retomada do crescimento da economia nos EUA

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SÃO PAULO – Impulsionadas por bons indicadores econômicos e por resultados corporativos animadores, os principais índices acionários norte-americanos fecharam o pregão de quinta-feira em alta.

Desempenho da atividade econômica agrada investidores

Um dos destaque de indicadores econômicos publicados nesta quinta-feira ficou com o Chicago PMI, responsável pela mensuração do nível da atividade industrial na região de Chicago.

Segundo estimativas do mercado, o Chicago PMI deveria ter apresentado uma elevação para 53,8 pontos em julho, superior portanto aos 52,5 pontos registrados em junho. O indicador entretanto superou as expectativas, e chegou a 55,9 pontos, o maior índice registrado desde de janeiro de 2003.

Outro destaque de indicador de desempenho econômico ficou com o Gross Domestic Product, o GDP, calculado pelo Departamento de Comércio norte-americano. Este indicador é o equivalente ao PIB no Brasil, e mede todos os bens e serviços produzidos na economia no período em questão.

Os investidores esperavam um aumento de 1,5% no GDP, superior ao aumento registrado nos últimos dois trimestres de 1,4%. Mas o indicador surpreendeu o mercado positivamente, e registrou um crescimento anualizado de 2,4% no segundo trimestre deste ano, o maior desde o aumento de 4% registrado no terceiro trimestre de 2002.

Segundo o Departamento de Comércio dos EUA, o aumento foi impulsionado pelo maior gasto federal com defesa desde a Guerra da Coréia, pelo investimento empresarial em fábricas e equipamentos, e também pelo gasto do consumidor.

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No relatório do GDP, o Departamento de Comércio norte-americano divulgou que os investimentos das empresas subiram 6,9% no trimestre, a maior aceleração em três anos. Os investimentos em computadores e equipamentos cresceram 7,5% no segundo trimestre e os investimentos em estruturas, 4,8%. Os gastos dos consumidores, ainda segundo o relatório, aumentaram 3,3% no trimestre.

Dados sobre o mercado de trabalho também são bons

O Employment Cost Index, indicador que mede o custo da mão-de-obra, também foi foco do mercado nesta quinta-feira. O índice trimestral, calculado pelo Departamento de Trabalho norte-americano, subiu 0,9% no segundo trimestre de 2003, conforme eram as expectativas do mercado.

Este índice é muito utilizado pelo mercado como um indicador de inflação, já que se o aumento no custo da mão-de-obra for repassado aos produtos e serviços comercializados, haverá uma pressão sobre os preços, o que pode colocar em risco o controle sob a inflação.

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Outro indicador divulgado nessa quinta-feira nos Estados Unidos foi o Initial Claims, responsável pela mensuração do número de pedidos de auxílio-desemprego para a semana terminada em 26 de julho. Previa-se que este número ficasse em torno de 400 mil pedidos, mas o indicador surpreendeu positivamente o mercado, e ficou em 388 mil.

O Initial Claims registrado na semana passada ficou em 386 mil, mas a revisão do indicador realizada nesta semana pelo Departamento de Trabalho dos EUA, aumentou o número em 5 mil pedidos, atingindo 391 mil. O número divulgado esta semana portanto, apresentou uma queda de 3 mil pedidos, se comparando com o da semana anterior.

Procter & Gamble divulga bons resultados

A Procter & Gamble divulgou o seu resultado trimestral nesta quinta-feira, apontando lucro líquido durante o segundo trimestre deste ano da ordem de US$ 955 milhões, ou US$ 0,68 por ação, um aumento de 5% frente ao lucro de US$ 910 milhões ou US$ 0,64 por ação registrado no mesmo período do ano passado.

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O lucro operacional, que exclui despesas com reestruturação, subiu para US$ 1,22 bilhão no período, ou US$ 0,87 por ação, superando as projeções dos investidores, que apontavam para um lucro operacional de US$ 0,86 por ação. A empresa ainda informou que as vendas subiram para US$ 10,92 bilhões, um aumento de 7% frente ás vendas do mesmo período de 2002.

O anúncio agradou aos investidores, fazendo com que as ações da empresa encerrassem a sessão desta quinta-feira em leve alta de 0,28%.

Prejuízo da Comcast diminui neste segundo trimestre

A gigante de TV a cabo Comcast anunciou um prejuízo nesse segundo trimestre inferior ao do mesmo período do ano passado. A empresa auferiu prejuízo líquido de US$ 22 milhões, ou US$ 0,01 por ação neste segundo trimestre, inferior ao prejuízo de US$ 210 milhões, ou US$ 0,22 por ação no mesmo período de 2002, e também frente às expectativas do mercado, que previam um prejuízo de US$ 0,02 por ação.

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O faturamento da empresa, por sua vez, cresceu de US$ 2,70 bilhões para US$ 5,69 bilhões entre o segundo trimestre de 2002 até o mesmo período de 2003. As boas notícias, entretanto, não impediram que os papéis da companhia fechassem em baixa de 1,44% na sessão desta quinta-feira.

Exxon Mobil divulga crescimento de receita

A Exxon Mobil Corporation, maior companhia de energia com capital aberto do mundo, também divulgou seus resultados referentes ao segundo trimestre do ano corrente nesta quinta-feira.

O lucro operacional da companhia no segundo trimestre de 2003 chegou a US$ 4,17 bilhões, ou US$ 0,62 por ação, frente ao lucro de US$ 2,64 bilhões, ou US$ 0,39 por ação registrados no mesmo período do ano passado, e foi maior inclusive que o lucro de US$ 0,56 por ação esperado pelos investidores. As receitas, por sua vez, subiram 13% em relação ao segundo trimestre de 2002, alcançando US$ 57,17 bilhões.

As ações da empresa fecharam a sessão desta quinta-feira em alta de 0,65%

Mais notícias corporativas

Também foi destaque nas notícias corporativas desta quinta-feira a Halliburton, empresa de serviços para o setor de petróleo, que anunciou um lucro líquido de US$ 26 milhões, ou US$ 0,06 por ação, no segundo trimestre deste ano depois de registrar prejuízo líquido de US$ 489 milhões no mesmo período do ano passado. As ações da empresa encerraram sessão em alta de 4,31%

Outro destaque ficou com a gigante anglo-americana de alimentos Sara Lee, que anunciou lucro líquido de US$ 296 milhões, ou US$ 0,37 por ação, inferior ao lucro líquido de US$ 351 milhões, ou US$ 0,43 por ação registrado no mesmo período do ano passado. Os papéis da companhia fecharam em baixa de 4,29%.

Confira como encerraram as principais bolsas dos EUA


O índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, fechou em alta de 0,83% a 1.735 pontos, acumulando no ano forte alta de 29,92%.
O Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, encerrou o pregão em leve valorização de 0,37% atingindo 9.234 pontos e subindo 10,70% no ano,
enquanto o S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, apresentou alta de 0,27% chegando a 990,31 pontos e acumulando no ano forte alta de 12,56%.


%Var Dia Pontos %Var 30D %Var Ano
Nasdaq C +0,83 1.735 +5,80 +29,92
Dow Jones +0,37 9.234 +2,13 +10,70
S&P 500 +0,27 990 +0,81 +12,56