Possível recessão nos EUA aumenta aversão ao risco e dólar avança 1,14%

Dados ruins na maior economia mundial leva ativos de maior risco a recuarem e os de menor risco avançarem

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SÃO PAULO – O dólar comercial fechou essa quinta-feira (18) em alta de 1,14%, cotado a R$ 1,602 na venda, refletindo os temores a respeito de um possível double dip, uma nova recessão na maior economia mundial, os Estados Unidos, após vários dados daquele país desapontarem o mercado, levando inclusive o Goldman Sachs a cortar sua projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) mundial.

Já o dólar Ptax, que referencia os contratos futuros na BM&F Bovespa, fechou cotado a R$ 1,6062 na venda, alta de 1,47% frente ao último fechamento.

Além disso, o Banco Central voltou a realizou um leilão para compra de dólares no mercado à vista. A operação ocorreu entre as 15h40 (horário de Brasília) e 15h45, com taxa de corte de R$ 1,6025.

Double Dip?
Na agenda econônomica norte-americana, o Philadelphia Fed Index mostrou resultado abaixo do estimado, mostrando queda na atividade industrial no estado da Filadélfia. Já o CPI (Consumer Price Index), índice de preços ao consumidor, registrou inflação acima do que era esperado pelo mercado. 

Também foi divulgado o Initial Claims, índice que mede o número de pedidos de auxílio-desemprego, também pior do que as expectativas do mercado. Na sequência, o Existing Home Sales, índice responsável por medir as vendas de casas usadas no país, também desapontou. Os números ruins colaboraram para o aumento de aversão ao risco entre investidores, levando ativos tidos como inseguros a recuarem e aqueles, mais seguros – como o dólar, a avançarem.

A percepção para a economia é negativa, e o banco de investimentos Morgan Stanley cortou a projeção de expansão para a zona do euro de 2% para 1,7% neste ano, e de 1,2% para 0,5% para 2012. Outra má notícia é que o Federal Reserve (banco central norte-americano) teme que crise da dívida da zona do euro possa se espalhar pelo sistema bancário dos EUA.

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Como única referência positiva do dia, os investidores viram o Leading Indicators, que superou as expectativas do mercado. 

Dólar comercial e futuro
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,6010 na compra e R$ 1,6020 na venda, forte alta de 1,14% em relação ao fechamento anterior. Com esta alta, o dólar acumula valorização de 3,22% em agosto, frente à baixa de 0,64% registrada no mês passado. No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 3,85%. 

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em setembro segue o dia cotado a R$ 1,609, forte alta de 0,85% em relação ao fechamento de R$ 1,595 da última quarta-feira. O contrato com vencimento em outubro, por sua vez, fechou em forte alta de 0,87%, atingindo R$ 1,620 frente à R$ 1,606 do fechamento de ontem. 

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O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,6090000.

FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 2,51 para outubro de 2011, 0,24 ponto percentual abaixo do que foi registrado na sessão anterior.