Possível greve de funcionários da Vale pode afetar Ebitda, avalia Citi

Trabalhadores de Sudbury rejeitam nova proposta e ameaçam paralisar operações; risco também em Voisey's Bay

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SÃO PAULO – Contratos entre a Vale (VALE5) e seus funcionários estão próximos de seu prazo final e as divergências sobre a formulação de um novo e a possibilidade de uma greve trazem algumas ameaças ao desempenho operacional da mineradora, avalia o Citi em relatório.

Atualmente, a companhia está enfrentando grande oposição por parte de seus trabalhadores canadenses, em especial em Sudbury, região que foi responsável por aproximadamente 31% da sua produção de níquel em 2008.

O acordo proposto pela Vale não foi aceito pelo sindicato responsável, que propôs a adoção de uma greve, o que, de acordo com os analistas, parece o desfecho mais provável dessa história, que sempre tem um prazo “difícil de prever”.

Impacto pode chegar a 14%

Segundo o Citi, o impacto de uma greve em Sudbury é de cerca de 7% do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) trimestral da mineradora, que, aliado ao risco de outra greve, em Voisey’s Bay, pode elevar esse impacto para 14%.

No último ano, a região foi responsável por 28% da produção de níquel da companhia, e atualmente é a sua unidade de menor custo. Os trabalhadores da região também rejeitaram as novas propostas e ameaçam entrar em greve no próximo dia primeiro de agosto.

Os analistas mantêm a sua recomendação de compra para os ADR’s (American Depositary Receipts) da empresa, que detêm classificação de risco média, com preço-alvo de US$ 28,00 e retorno potencial de 78%, incluindo o retorno esperado via dividendos.