Possível default ordenado na Grécia serve para elevar aversão ao risco, diz Prosper

Declaração do ministro das Finanças grego "não serve para acalmar os mercados, muito pelo contrário", avalia economista

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SÃO PAULO – O ministro de Finanças da Grécia, Evangelos Venizelos, afirmou nesta sexta-feira (23) a parlamentares do seu partido que o país enfrenta o risco de um default desordenado. O ministro chegou a sugerir um possível desconto de 50% na dívida do país. A declaração, avalia a Prosper, serviu apenas para elevar a aversão ao risco.

Segundo o economista-chefe da corretora, Eduardo Velho, os principais atores da Zona do Euro agiriam de forma mais rápida caso aprovassem um aumento significativo do montante de recursos do EFSP (Fundo de Estabilidade Financeira), atualmente com recursos (considerados insuficientes pelo economista) de € 440 bilhões.

Desconfiança eleva procura por ativos seguros
A desconfiança do mercado em relação a eficácia das medidas na Zona do Euro e a expectativa cada vez maior de um default grego levou a uma maior procura por ativos mais seguros. Desse modo, os mercados de commodities e ações voltaram a registrar baixas, contra uma demanda mais intensa por títulos do tesouro norte-americano e por bônus alemães. 

O rebaixamento do rating de oitos bancos gregos pela Moody´s em dois níveis foi outro fator a acrescentar pessimismo ao mercado, afirma Velho. A Moody’s prevê perdas para os bancos com o bônus do governo da Grécia em carteira, citando o anúncio da União Europeia, de que não considera acelerar o processo de recapitalização dos bancos reprovados no teste de estresse financeiro.

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Lara Rizério
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Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.