Por Dentro dos Resultados

Vamos crescer este ano de novo e preço atual da ação não reflete real valor da empresa, diz VP da Positivo (POSI3); banco parceiro inicia recompra

Locação de equipamentos de tecnologia, em detrimento da compra desses ativos, deve ganhar cada vez mais espaço nos resultados, diz VP em live do InfoMoney

Por  Renan Crema -

 

A locação de equipamentos de tecnologia para empresas e para o setor público, em detrimento da compra desses ativos, deve ganhar cada vez mais espaço nos resultados da Positivo Tecnologia (POSI3).

“O HaaS (Hardware as a Service) é uma tendência global que deve continuar crescendo, mas não a ponto de substituir as compras”, afirmou o vice-presidente de finanças e relações com investidores da empresa, Caio Moraes, em live do InfoMoney.

Esse movimento aumentou com a pandemia. Segundo Moraes, a partir do final de 2020, empresas e órgãos públicos começaram a investir em tecnologia, o que impactou os resultados da Positivo. Para ele, o modelo híbrido “veio para ficar” no período pós-pandemia, o que deve continuar tendo reflexo positivo sobre os números da empresa.

A live faz parte do projeto Por Dentro dos Resultados, em que o InfoMoney entrevista CEOs e diretores de importantes companhias de capital aberto, no Brasil ou no exterior. Eles falam sobre o balanço do quarto trimestre de 2021 e sobre perspectivas. Para acompanhar todas as entrevistas da série, se inscreva no canal do InfoMoney no YouTube.

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A compra de computadores por pessoas físicas, embora tenha também crescido com a pandemia, deve arrefecer em 2022. Moraes citou dados que indicam uma retração no mercado na ordem de 10% a 15% até o fim do ano. Por outro lado, a representatividade do HaaS (Hardware as a Service,) tem aumentado.

De acordo com o VP, os problemas que atingiram a cadeia de suprimentos do setor de tecnologia, bem como a logística de produção, já que a empresa possui bases e fornecedores na Ásia, não afetaram a operação da Positivo. “Acredito que o pior já passou. Temos observado uma tendência de queda no preço de alguns componentes e mesmo o frete já vem caindo, embora ainda esteja caro”, disse.

A variação cambial também não deve impactar os resultados, nem os estoques. Segundo Moraes, a Positivo tem uma política de hedge que protege os ativos da empresa da volatilidade do dólar. “Conseguimos proteger projetos de governos em níveis de câmbio mais elevados, o que é positivo para a companhia. Acreditamos que, no fim das contas, o dólar tende a não ter tanto impacto, apenas em relação aos nossos estoques voltados ao consumidor”.

Sobre remuneração ao acionista, o executivo da Positivo revelou que a pretensão é distribuir 25% do lucro líquido em forma de dividendos neste ano. Moraes também mencionou o programa de recompra de ações da empresa por um banco parceiro.

“A gente tem uma geração de caixa bem mais robusta, se comparar com anos anteriores. A gente está crescendo bastante e este ano vamos crescer de novo. Na crença que o atual preço da ação não reflete o potencial da companhia, o valor intrínseco da companhia, a gente seguiu este caminho de contratar um banco parceiro, que já está começando a realizar algumas recompras, para poder garantir que isso vai acontecer”, afirmou.

Moraes falou também sobre o follow-on (oferta subsequente de ações, quando uma empresa que já é de capital aberto faz uma nova oferta de ações) e a emissão de debêntures que a Positivo fez em 2021, e disse que a empresa deve anunciar novas parcerias em 2022, como as que já existem com a Cielo e a Stone, por exemplo. Segundo ele, esse “é um negócio que deve crescer bastante no portfólio da companhia”. Assista à live completa acima, ou clique aqui.

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