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SÃO PAULO – A crise do segmento automotivo norte-americano segue dando sinais preocupantes. Na tarde desta sexta-feira (7), as ações da gigante General Motors tiveram seus negócios congelados na Bolsa de Nova York, em resposta à divulgação de prejuízo de US$ 4,2 bilhões no terceiro trimestre. Na apresentação dos dados, a companhia afirmou que seu caixa atingiu nível mínimo para continuar operando.
A liquidez estimada para o restante do ano chegou aos níveis alarmantes pelas consecutivas quedas nas vendas de automóveis e prejuízos financeiros acumulados. O resultado do terceiro trimestre aprofunda o ritmo de perdas da empresa, que no mesmo período do ano passado havia divulgado prejuízo de US$ 1,6 bilhão.
A posição de caixa da maior fabricante de veículos do mundo caiu US$ 6,9 bilhões no terceiro quarto do ano, o que explica a entrada nos níveis de emergência.
As projeções da própria empresa levam em conta a necessidade de, no mínimo, US$ 5 bilhões imediatos para compor sua situação de caixa. Paralelamente, a GM confirmou que cortará novos postos de trabalho e adotará medidas alternativas de redução nos custos operacionais.
Futuro nas mãos do governo
Diante do desafio à frente e pressionada pelas consecutivas perdas, a GM negocia fusão com a Chrysler. Sem perspectiva de recuperação do balanço, tendo em vista que as vendas de veículos nos Estados Unidos mostram o pior desempenho dos últimos 25 anos, a GM declarou que necessita de resgate do governo norte-americano.
No release de seus resultados a General Motors afirmou que “os mercados emergentes começam a mostrar os impactos da crise de crédito”. Na mínima do dia até o momento, as ações da General Motors marcaram desvalorização de 19,7% na NYSE.
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Também nesta sexta-feira, a Ford reportou prejuízo de US$ 3 bilhões e redução de US$ 7,7 bilhões em sua posição de caixa.