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SÃO PAULO – Com o panorama econômico europeu novamente em foco, os mercados de ações internacionais iniciam a manhã desta quarta-feira (12) apontando para uma sessão de fortes ganhos.
Muito esperada pelo mercado, a captação de € 1,25 bilhão promovida por Portugal favorece a continuidade dos ganhos da véspera, levando os principais índices europeus a subir fortemente, com destaque para o Ibex 35, de Madri. Também em Wall Street, os mercados futuros indicam abertura favorável.
Ao ser aprovado no teste desta sessão, o país ibérico reduz as expectativas sobre um resgate financeiro. Foram ofertados € 650 milhões em títulos com vencimentos de 4 anos, os quais renderão juros de 5,396% ao ano, e mais € 599 milhões em papéis que vencerão em 2020 e pagarão juros de 6,716% ao ano.
A hora e a vez
Se no Brasil a preocupação de muitos é dar nome a guerras, na Europa, a batalha pela confiança é travada diretamente entre governos e investidores, a cada emissão de dívida por parte dos PIIGS (Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha). Nesta sessão, foi a vez dos portugueses, que buscaram captar € 1,25 bilhão.
Embora tenha sido posta em evidência por investidores e analistas, a operação de Portugal no mercado de crédito não sela o destino do país. Antes, aponta a tendência que sua recuperação terá: autonomia ou dependência do FMI (Fundo Monetário Internacional) e do EFSF (Fundo europeu para estabilização financeira).
Direcionamento
“Entendemos que as medidas até agora implementadas são meramente paliativas e devemos continuar a ver a deterioração do cenário na Europa”, apontou uma desiludida equipe de análise econômica da corretora Ativa.
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Já para a equipe da LCA Consultores, a “crise europeia ainda [está] distante do capítulo final – que deverá envolver algum tipo de reestruturação”. Cauteloso, o analista do Danske Bank Kasper Kirkegaard afirmou que “os mercados de ações continuam a operar sem clara direção no curto prazo”.
Entre os indicadores econômicos, ganha destaque a produção industrial da Zona do Euro, que avançou 1,2% em novembro na passagem mensal com ajuste sazonal.
Fora do foco
Enquanto os mercados desenvolvidos continuam conturbados, os analistas do Citigroup reiteraram sua visão positiva sobre os emergentes em 2011. “Nosso alvo para o índice MSCI GEMs no fim do ano é 1.500 pontos, um ganho próximo a 30%”, destacaram os estrategistas Geoffrey Dennis e Jason Press.
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Entretanto, os analistas reduziram a recomendação para o mercado brasileiro de overweight (peso acima da média do portfólio) para neutra, a despeito do alvo de 87,5 mil pontos projetado para o Ibovespa.
Na agenda desta sessão, ganham destaque os dados sobre os estoques de petróleo nos EUA, além do orçamento do governo e a análise econômica do Federal Reserve, contida em seu Livro Bege. Internamente, a principal referência fica por conta do indicador sobre atividade IBC-Br, divulgado pelo Banco Central.