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Por que o dólar caiu mais em “euforia” com Bolsonaro enquanto a bolsa parou de subir?

Mercado segue otimista com as chances de Bolsonaro ser eleito, mas dólar 

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SÃO PAULO – O desempenho do mercado brasileiro chamou atenção nesta terça-feira (9). Após muita euforia com Jair Bolsonaro (PSL) na última semana e no primeiro pregão após o primeiro turno, o Ibovespa interrompeu hoje seu rali, enquanto o dólar seguiu afundando e renovou sua mínima em dois meses. Mas o que explica essa diferença?

Uma coisa é certa, o mercado segue empolgado com a possibilidade de Bolsonaro ser eleito. Porém, é importante voltar um pouco para o desempenho da bolsa e do dólar nos últimos meses para entender porque um segue refletindo essa euforia, enquanto o outro não.

O que acontece é que o dólar (mais sensível e com reflexo maior do investidor estrangeiro) teve uma alta muito mais forte do que a queda da bolsa nas últimas semanas. Portanto, o que se vê agora é uma recuperação maior da moeda, enquanto o Ibovespa tem “menos espaço” para subir.

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Desde o início de agosto, o Ibovespa saiu de 81 mil pontos, marca que foi recuperada na semana passada e superada nos três últimos pregões. Enquanto isso, o dólar só zerou sua alta dos dois últimos meses nesta terça-feira, ou seja, apenas hoje o câmbio deixou para trás a tensão eleitoral.

O benchmark da bolsa brasileira fechou esta terça estável em 86.087 pontos, enquanto o dólar comercial caiu 1,47%, voltando para os R$ 3,7107 na venda, seu menor patamar desde 3 de agosto.

Assim como o câmbio, os juros futuros também deram continuidade ao “efeito Bolsonaro”. O DI com vencimento em janeiro de 2019 recuou 2 pontos-base, para 6,52%, enquanto o contrato com vencimento em janeiro de 2021 desabou 25 pontos, para 8,64%.

Manteve o otimismo dos investidores nesta sessão as notícias de que Jair Bolsonaro (PSL) e sua equipe já começaram a busca por apoio do setor privado para encontrar nomes que topem fazer parte de seu eventual governo.

Nomes como Alexandre Bettamio, presidente-executivo para a América Latina do Bank of America, João Cox, presidente do conselho de administração da TIM, e Sergio Eraldo de Salles Pinto, da Bozano Investimentos (gestora de investimentos presidida por Guedes), estão na lista, segundo a Folha de S. Paulo.

No campo político, destaque ainda para as declarações de apoio aos candidatos que estão no segundo turno. João Amoêdo (Novo) já se posicionou contra a candidatura do PT e avalia eventual apoio a Bolsonaro após elogiar ideias liberais de Paulo Guedes.

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Um de seus oponentes no primeiro turno, Geraldo Alckmin (PSDB) sinalizou que deve se manter isento nesta segunda fase e não apoiar nenhum dos dois, mas deve liberar os diretórios estaduais a fazerem suas escolhas, segundo o jornal Folha de S. Paulo. A candidata a vice de Alckmin, Ana Amélia, já declarou apoio a Bolsonaro.

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