Por que a Coca-Cola celebrou pausas de hidratação da Copa e elevou previsões anuais

Coca-Cola celebra pausas de hidratação da Copa do Mundo e eleva previsões anuais

Reuters

Enzo Fernández e Lionel Messi, da Argentina, durante a pausa para hidratação no segundo tempo. REUTERS/Hannah Mckay
Enzo Fernández e Lionel Messi, da Argentina, durante a pausa para hidratação no segundo tempo. REUTERS/Hannah Mckay

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28 Jul (Reuters) – ⁠Embora muitos torcedores tenham reclamado que as pausas para ⁠hidratação na Copa do Mundo diminuíram o ritmo das partidas, a Coca-Cola, patrocinadora ‌desses intervalos, afirmou estar satisfeita com o aumento nas vendas de suas bebidas esportivas, o que impulsionou resultados trimestrais sólidos e ajudou a elevar as metas ‌anuais.

Os intervalos para hidratação, que dividiram as partidas em quatro segmentos, criaram oportunidades adicionais de publicidade para as marcas e encheram os cofres das emissoras de TV.

“Não tenho certeza se essas pausas para hidratação se tornarão uma característica permanente do mundo do futebol, mas não ficamos insatisfeitos com elas na Copa do Mundo”, disse o diretor financeiro ⁠John ‌Murphy à Reuters em uma entrevista, destacando um impulso específico para a marca ⁠Powerade.

O aumento do consumo durante a Copa do Mundo contribuiu para o impulso das bebidas emblemáticas da Coca-Cola e dos refrigerantes sem açúcar, que têm desfrutado de uma demanda resiliente, apesar de uma redução mais ampla nos gastos com itens não essenciais, particularmente por parte dos consumidores de baixa renda nos ​Estados Unidos.

O desempenho trimestral da Coca-Cola foi amplamente positivo, com o crescimento do volume compensando os custos mais altos dos insumos. Murphy disse que os custos ​do alumínio e do PET aumentaram este ano mais do que a Coca-Cola havia previsto.

A empresa informou em abril que estava trabalhando com seus parceiros de engarrafamento para mitigar o impacto da guerra no Irã e que havia garantido alguns preços mais baixos antes do início da interrupção, em fevereiro.

No entanto, com o ‌conflito se prolongando, várias empresas alertaram para a inflação dos ​custos dos insumos no segundo semestre do ano, incluindo a PepsiCo.

Murphy disse que a Coca-Cola teria mais a dizer sobre as expectativas em relação a esses custos para 2027 em outubro.

A receita comparável ⁠da gigante de bebidas no ​segundo trimestre subiu cerca ​de 6%, para US$13,37 bilhões, superando as estimativas de US$13,16 bilhões, de acordo com dados compilados pela LSEG.

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As ⁠ações da empresa subiram 1,8% nas negociações ​pré-mercado. Elas já registraram alta de cerca de 20% neste ano e superaram o desempenho da rival PepsiCo, que tem sofrido com a fraca demanda por lanches nos Estados Unidos nos ​últimos trimestres.

A Coca-Cola já havia aumentado os preços e oferecido embalagens menores para impulsionar ainda mais a receita.

A empresa também investiu em outras ​bebidas de seu portfólio, ⁠incluindo chás prontos para beber e produtos lácteos de sua marca Fairlife, o que contribuiu para as receitas.

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A Coca-Cola ⁠espera um crescimento orgânico da receita de cerca de 5% em 2026, em comparação com sua meta anterior de crescimento de 4% a 5%.

A empresa espera um crescimento do lucro por ação comparável de 9% a 10%, em comparação com sua meta anterior de crescimento de 8% a 9%.