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SÃO PAULO – O consumidor que quer comprar um carro simples, sem equipamentos, quase sempre tem que se contentar com a versão antiga do veículo. Isso porque as montadoras, quando fazem lançamentos, não disponibilizam uma versão de entrada do modelo novo, e a pessoa acaba comprando a antiga, que a própria fábrica considera defasada.
A prática também é feita em outros países como Itália e França, mas no Brasil já virou rotina. Sempre que há um lançamento, o consumidor é bombardeado com propagandas anunciando as novidades, mas na hora de comprar, fica com a versão que tem o design mais antigo.
De acordo com a Agência AutoInforme, o motivo para isso é a diferença de preço. No caso da picape Strada, da Fiat, a versão mais nova custa no mínimo R$ 36 mil, enquanto a mais velha sai por R$ 32,3 mil.
Mais produtos no mercado
Segundo a agência, quem começou a prática foi a Fiat, que em 2000 lançou um novo Palio e deixou a versão antiga no mercado, com o nome de Fire. Com o preço mais competitivo, o Palio velho continuou fazendo sucesso e a representar 75% das vendas do modelo, considerando tanto o novo como o antigo.
Com isso, a mesma coisa foi feita com o Siena, em 2003, com a Strada, em 2005. A montadora afirma que essa estratégia tem como objetivo oferecer uma gama maior de oferta, e é adotada somente com os modelos que têm grande volume de vendas e que possuem forte concorrência.
O Classic, da GM, é o caso mais curioso. Após lançar uma nova versão, a montadora mudou o nome do antigo, que de Corsa Classic passou a se chamar apenas Classic. Mesmo defasado, o carro ainda é muito vendido e está sempre entre os cinco primeiros do ranking.
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A Volkswagen, que recentemente lançou uma nova versão do Gol, também adotou essa medida, e manteve a versão velha do carro no mercado, com o nome de Gol City, custando R$ 27,1 mil, enquanto o novo Gol mais barato sai por R$ 28,9 mil.
Vendas
Com o preço menor, os modelos mais antigos se tornam os principais responsáveis pelas vendas do carro. Atualmente, 69% das vendas do Palio são do modelo antigo, e apenas 31% do novo. Para o Siena e a Strada, esses percentuais são de 58% e 42%, para as versões mais antigas e para as mais novas, respectivamente.
Já o Corsa Sedã tem uma diferença ainda maior: 79% das vendas são do modelo antigo e apenas 21% do novo.