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SÃO PAULO – Sem conseguir convencer os congressistas norte-americanos para a aprovação de um pacote de ajuda, as companhias General Motors e Chrysler avaliam longe dos holofotes lançar mão de uma medida até então descartada para sobreviver – a concordata.
De acordo com informações extra-oficiais da agência Bloomberg, os executivos das indústrias automobilísticas avaliam a possibilidade de uma concordata sob termos pré-definidos, o que possibilitaria às empresas ter acesso a recursos do Estado.
Tais termos seriam negociados com fornecedores, credores e funcionários, a fim de que fosse criado um plano para reestruturação das companhias, segundo pessoas familiares com a questão ouvidas pela Bloomberg. Todavia, em função do porte global das companhias e dos diversos grupos de interesses presentes nas organizações, as negociações não devem ser encerradas antes da próxima semana, informou a agência.
Contradição
A possibilidade vai de encontro às afirmações das empresas de Detroit, que rejeitavam qualquer possibilidade de concordata, desde o início da peregrinação de seus executivos a Washington em busca de recursos governamentais para o resgate do setor automobilístico.
De acordo com a posição oficial das empresas, uma reestruturação sob concordata não seria possível, pois induziria uma grande liquidação no mercado com a quebra da confiança dos consumidores na capacidade das empresas em oferecer garantias e reposição de peças.