População japonesa deve diminuir a partir de 2006

Criar uma criança de até 6 anos custa entre 500 mil e 650 mil ienes por ano: governo estuda medidas de apoio financeiro a essas famílias

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SÃO PAULO – A população japonesa deve começar a cair a partir de 2006, um ano antes do inicialmente esperado. Em 2005, o governo espera que o número de falecimentos supere o total de 1,07 milhão de nascimentos. Vale notar que, em 2004, nasceram 1,11 milhão de bebês no Japão.

Em setembro deste ano, o governo japonês já havia informado uma ligeira queda na população masculina. Porém, em termos da população total, houve crescimento de 0,04% para um total de pouco menos de 127 milhões de habitantes.
Divulgada nesta sexta-feira, dia 16, pelo próprio governo japonês, a previsão assume que a taxa de fertilidade japonesa de 1,29 filho por mulher será mantida.

Apoio às famílias com crianças

O relatório também informou que atualmente 51% dos bebês japoneses são nascidos de mulheres na faixa dos 30 anos. O estudo ressaltou a importância de que a sociedade crie condições para que estas famílias se sustentem, pois somente assim a tendência de queda da população poderá ser revertida.

Neste sentido, o estudo constatou que, entre as famílias com crianças de até seis anos, 32% têm renda anual inferior a 4 milhões de ienes. Se considerarmos que o custo de uma criança com idade entre 1 e 3 anos é de cerca 500 mil ienes por ano, valor que sobe para 650 mil ienes por ano, no caso de crianças de 4-6 anos de idade, fica evidente a importância de se adotar medidas no sentido de ajudar financeiramente essas famílias.
Em seu relatório o governo enfatizou a necessidade de se rever os pagamentos de seguro social para os idosos de forma a obter recursos para apoiar financeiramente as famílias com crianças pequenas. Além disso, outros benefícios estão sendo estudados, dentre eles o direito à licença-maternidade. Enquanto no Japão apenas 0,56% dos homens e 70,6% das mulheres que trabalham tiram licença maternidade, na Suécia esst taxa é de 79,2% para os homens e 84% para as mulheres.