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Bolsonaro após derrota de Macri: "Não queremos irmãos argentinos fugindo para o Brasil"

"Se essa esquerdalha voltar aqui na Argentina, nós poderemos ter, sim, no Rio Grande do Sul, um novo estado de Roraima", disse o presidente

Jair Bolsonaro
(Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

SÃO PAULO - Em meio ao dia de pânico nos mercados após o presidente da Argentina Mauricio Macri sofrer uma dura derrota nas eleições primárias, o presidente Jair Bolsonaro comentou a situação durante evento em Pelotas, Rio Grande do Sul, dizendo que "a turma de Cristina Kirchner deu sinal de vida ".

Para ele, se a esquerda retomar o poder na Argentina, há um risco de que a população fuja para o Brasil, levando ao Rio Grande do Sul um cenário parecido ao que ocorreu em Roraima por conta da fuga de pessoas da Venezuela.

"Povo gaúcho, se essa esquerdalha voltar aqui na Argentina, nós poderemos ter, sim, no Rio Grande do Sul, um novo estado de Roraima. E não queremos isso: irmãos argentinos fugindo pra cá, tendo em vista o que de ruim parece que deve se concretizar por lá caso essas eleições realizadas ontem se confirmem agora no mês de outubro", disse Bolsonaro.

"A turma da Cristina Kirchner, que é a mesma da Dilma Rousseff, que e a mesma de [Nicolás] Maduro e [Hugo] Chávez, e Fidel Castro, deram sinal de vida aqui", continuou o presidente.

No domingo (11), os argentinos foram às urnas para as eleições primárias, pleito que define quem serão os os candidatos de cada partido. O resultado ainda é considerado com uma prévia do que pode acontecer na eleição geral.

Com 99,37% das urnas apuradas, Alberto Fernández, que tem Cristina Kirchner como vice, tinha 47,66% dos votos, enquanto Macri, que tenta a reeleição e tem o apoio de Bolsonaro, recebeu 32,08% dos votos.

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