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O homem que está unindo o Brasil não é Bolsonaro, é Maia, diz Bloomberg

"Quando se trata de definir a agenda legislativa do país, fica claro quem tem o poder real: Rodrigo Maia", afirma o texto.

Rodrigo Maia
(Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

SÃO PAULO - A articulação feita pelo presidente da Câmara Rodrigo Maia para conseguir passar a reforma da Previdência (pelo menos em primeiro turno) chamou atenção diante da demonstração de esforço dele para conseguir o que até então o governo não havia feito.

Em matéria publicada na última quarta-feira (17), a Bloomberg destaca que "o homem que está mantendo o Brasil unido não é Jair Bolsonaro". "Quando se trata de definir a agenda legislativa do país, fica claro quem tem o poder real: Rodrigo Maia", afirma o texto.

O texto destaca que, antes de conseguir a aprovação do texto na Câmara, Maia "passou meses unindo 17 partidos para finalmente entregar uma medida que deve economizar quase R$ 1 trilhão na próxima década".

"Bolsonaro desperdiçou muito de seu capital político por causa de sua beligerância e propensão para combater guerras culturais. Isso deixa para Maia entregar ou frustrar a agenda do governo - e manter a democracia do Brasil unida", afirma a Bloomberg.

A publicação ressalta que as habilidades de Maia foram evidentes com a reforma, embora "o próprio Bolsonaro tenha abraçado a proposta com pouco entusiasmo", segundo o texto.

Apesar de todo o poder de articulação, a matéria reforça que pode haver um teto para o atual presidente da Câmara, que teve dificuldades para sua última reeleição para comandar a Casa. Além disso, é sempre bom lembrar que Maia já teve - e ainda tem - alguns atritos com integrantes do governo e pessoas próximas de Bolsonaro, em especial o seu filho Carlos.

"O que às vezes me incomoda é que há um grupo de pessoas ao redor do presidente que é muito radical, que não é realmente contra mim ou vice-presidente A, B ou C, ou este ou aquele senador ou juiz da Suprema Corte. Eles são contra as instituições [...] Eles são um movimento, uma fração antidemocrática e isso não me pressiona, mas me preocupa", completa o texto citando uma fala de Maia.

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