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MP vê indícios de que Flávio Bolsonaro lavou dinheiro com compra e venda de imóveis

Segundo documento divulgado pela revista Veja, o hoje senador lucrou R$ 3,089 milhões em transações imobiliárias em que há "suspeitas de subfaturamento nas compras e superfaturamento nas vendas"

Flávio Bolsonaro
( Wilson Dias/Agência Brasil)

SÃO PAULO - Investigação do Ministério Público do Rio de Janeiro aponta que o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) mascarou uma operação de desvio de dinheiro público fazendo transações imobiliárias com grandes lucros envolvendo 19 imóveis.

De acordo com os promotores há "sérios indícios de lavagem de dinheiro" em transações imobiliárias e por conta disso foi pedido a quebra do sigilo bancário do filho do presidente e mais 94 pessoas ligadas a ele. As informações são da revista Veja e do jornal Folha de S. Paulo.

A investigação aponta que, entre 2010 e 2017, o então deputado estadual lucrou R$ 3,089 milhões em transações imobiliárias em que há "suspeitas de subfaturamento nas compras e superfaturamento nas vendas", aponta a Veja. O investimento no período foi de R$ 9,425 milhões na compra de 19 imóveis.

O MP afirma ainda que as transações podem simular ganhos fictícios para encobrir o enriquecimento ilícito que ocorria decorrente de desvios de recursos da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Já a Folha destaca que a quebra dos sigilos bancário e fiscal atinge pelo menos cinco ex-assessores do presidente Jair Bolsonaro da época em que era deputado federal. Entre eles está Nathalia Melo de Queiroz, filha de Fabrício Queiroz, um dos alvos da investigação.

Em nota publicada em seu Twitter, Flávio Bolsonaro afirma que não são verdadeiras as informações da revista Veja sobre seu patrimônio e que ele continua sendo "vítima de seguidos e constantes vazamentos de informações contidas em processo que está em segredo de justiça".

"Os valores informados são absolutamente falsos e não chegam nem perto dos valores reais. Sempre declarei todo meu patrimônio à Receita Federal e tudo é compatível com a minha renda", afirma o senador.

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