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Bolsonaro diz que manifestantes contra cortes na Educação são "idiotas úteis"

Cercado de apoiadores na porta do hotel onde está hospedado em Dallas, presidente negou cortes na educação. Posteriormente, disse que foi preciso fazer contingenciamento em função da crise econômica

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(Marcos Corrêa/PR)

SÃO PAULO - O presidente Jair Bolsonaro disse, nesta quarta-feira (15), ao chegar a Dallas, nos Estados Unidos, que as manifestações que estão ocorrendo em todo o país contra cortes anunciados na educação são feitas por "uns idiotas úteis, uns imbecis". A jornalistas, o mandatário disse que não gostaria de contingenciar verbas, sobretudo na educação, mas que o bloquei é necessário, dada a situação fiscal brasileira.

"É natural [que haja manifestações], é natural. Agora... a maioria ali é militante. É militante. Não tem nada na cabeça. Se perguntar 7 x 8, não sabe. Se perguntar a fórmula da água, não sabe. Não sabe nada. São uns idiotas úteis, uns imbecis que estão sendo utilizados como massa de manobra de uma minoria espertalhona que compõe o núcleo de muitas universidades federais do Brasil", afirmou Bolsonaro.

Cercado de apoiadores na porta do hotel onde está hospedado em Dallas, o presidente negou cortes na educação. Posteriormente, ele disse que foi preciso fazer contingenciamento em função da crise econômica.

"Na verdade, não existe corte. O que houve é um problema que a gente pegou o Brasil destruído economicamente também, com baixa nas arrecadações, afetando a previsão de quem fez o orçamento e, se não tiver esse contingenciamento, simplesmente entro contra a lei de responsabilidade fiscal. Então não tem jeito, tem que contingenciar", disse.

Bolsonaro também disse que o setor está "deixando muito a desejar", alegando que 70% dos jovens com 15 anos de idade não sabem uma regra de três. "Qual o futuro dessas pessoas?", questionou. Para o presidente, a elevada taxa de desemprego do país vem, em parte, da baixa qualificação dos trabalhadores.

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