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Damares diz ser ameaçada de morte, mas descarta deixar o governo

"Eu não vou sair deste governo. Nós estamos com tantos projetos iniciando agora. Tem tanta coisa pra fazer e não há nenhuma intenção de deixar o governo", afirmou a ministra

Damares Alves
(Valter Campanato/Agência Brasil)

SÃO PAULO - Uma reportagem publicada na revista Veja, nesta sexta-feira (3), diz que a ministra Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos) teria se reunido com o presidente Jair Bolsonaro (PSL) e comunicado que deixaria o cargo. Segundo o texto, ela está cansada e precisa cuidar da saúde.

A ministra, considerada uma das principais representantes da ala evangélica e conservadora da coalizão governista, negou as afirmações. Em entrevista à Rádio Guaíba, de Porto Alegre, ela disse que ficará no cargo "até onde o presidente aceitar e até onde a minha saúde suportar".

"Eu não vou sair deste governo. Nós estamos com tantos projetos iniciando agora. Tem tanta coisa pra fazer e não há nenhuma intenção de deixar o governo", afirmou Damares. Em nota, ela divulgou: "Informo que não pretendo sair do governo".

A ministra também se manifestou por seu perfil no Twitter:

Segundo a reportagem da revista Veja, desde que assumiu a pasta, a ministra enfrenta uma rotina estressante, além de ser alvo de ameaças de morte.

Diz a publicação que os episódios fizeram com que Damares abandonasse sua residência, em Brasília, para morar em um hotel, cujo endereço é mantido em segredo.

Na entrevista à Rádio Guaíba, a ministra evitou criar atrito com a imprensa e afirmou que a reportagem não se trata de uma fake news, mas de um mal entendido.

"Alguns jornalistas conversaram comigo e eu disse que ficarei nesse governo até quando o presidente desejar e precisar de mim, e até quando a minha saúde aguentar. E eles devem ter entendido diferente", disse.

Em entrevista à rádio Jovem Pan, ela detalhou as ameaças recebidas: “No momento da posse, vocês todos ficaram sabendo que havia ameaças a mim e ao presidente Jair Bolsonaro. Houve até uma situação de bombas, e foram encontrados artefatos em uma igreja no Distrito Federal".

"A partir daí, eu fiquei numa análise de risco e fiquei tendo cuidado. Tive que sair de casa, fui pra um hotel, estou no hotel até hoje e fazendo uma análise do momento em que posso voltar para casa. Essas ameaças vêm via Facebook, redes sociais”, completou.

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