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Centrão discute reforma mais desidratada, que não reeleja Bolsonaro, diz Paulinho da Força

"Se dermos 800 (bilhões de reais) como disse ele, significa que nos últimos 3 anos dele (Bolsonaro, na Presidência), há (R$) 240 bilhões ao ano para gastar", afirmou o deputado

Paulo Pereira da Silva
(Antonio Cruz/ABr)

SÃO PAULO - O líder da Força Sindical, Paulinho da Força, afirmou que os partidos que se reúnem no grupo conhecido como Centrão discutem o apoio a uma reforma da Previdência que não garanta a reeleição de Jair Bolsonaro. "O que estamos discutindo dentro do Centrão é que precisamos fazer uma reforma que não garanta a reeleição de Bolsonaro", disse o deputado federal pelo Solidariedade.

"R$ 800 bilhões garantem, de cara, e reeleição dele. Se dermos 800 (bilhões de reais) como disse ele, significa que nos últimos 3 anos dele (Bolsonaro, na Presidência), há (R$) 240 bilhões ao ano para gastar. Eu acho que temos de ter (economia) em torno de (R$) 500 bi. (R$) 600 (bilhões) seria o limite para essa reforma", defendeu, durante evento das centrais sindicais, em São Paulo, nesta quarta-feira, Dia do Trabalho.

Segundo Paulinho, com uma reforma desidratada, se garante a chance de outros partidos disputarem (a Presidência em 2022). "Com esse discurso, tenho certeza que a gente traz todo mundo do Centrão, porque ninguém quer a reeleição de Bolsonaro", disse.

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