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Qual o balanço dos primeiros 100 dias do governo Bolsonaro? Analistas da XP respondem

Paulo Gama, Karel Luketic e Ana Laura Magalhães debatem o início do governo e trazem as novidades da conferência da XP realizada em Nova York

SÃO PAULO - Na semana passada, Jair Bolsonaro completou 100 dias na presidência, período que costuma dar o tom para o restante do mandato ou sinalizar os ajustes necessários para os próximos meses.

No cenário atual, em que as movimentações políticas estão afetando bastante o mercado, com impactos diretos na economia, entender o desempenho político do novo governo, além das suas perspectivas e capacidades, é fundamental.

Diante disso, a XP Investimentos realizou na última semana uma conferência em Nova York, com participação de nomes como Paulo Guedes, Roberto Campos Neto, Joaquim Levy, Mansueto Almeida, Pedro Guimarães, Carlos Brito e Guilherme Benchimol.

E para resumir alguns pontos importantes das análises e debates que ocorreram na conferência, ocorreu nesta segunda-feira (15) uma live com as presenças de analistas do time da casa: o analista político, Paulo Gama, o analista-chefe, Karel Luketic, e Ana Laura Magalhães, do Explica Ana.

Karel começou ressaltando que, se não ocorrer uma reforma da Previdência agora, "O Brasil quebra amanhã". "O grosso do desequilíbrio fiscal vem da Previdência", explica o analista-chefe da XP, ressaltando ainda que o destaque positivo dos primeiros 100 dias de governo foi a proposta da reforma.

Apesar de uma boa proposta entregue pela equipe de Bolsonaro, Karel diz que o problema depois foi a demonstração de desarticulação, o que tem preocupado o mercado, deixando a questão de até que ponto o presidente vai conseguir juntar as forças para realizar a reforma.

"Volatilidade faz parte do jogo agora", diz ao tratar das altas e quedas da bolsa nas últimas semanas. Segundo ele, uma reforma que economize menos que R$ 500 bilhões não resolve o problema, sendo que qualquer resultado acima disso "já é bom".

Karel diz que o número do mercado hoje é de economia entre R$ 600 bilhões e R$ 800 bilhões. "O R$ 1 trilhão [economia prevista na proposta do governo] é o ideal", completa.

Paulo Gama destaca que no evento da XP em Nova York, Rodrigo Maia (presidente da Câmara) e Paulo Guedes (Ministro da Economia) reforçaram o discurso de que Bolsonaro venceu dizendo que iria mudar a forma como a política é feita, e isso ele está fazendo.

"A questão é que ele tirou a relação antiga do governo com Congresso, mas ainda não colocou um novo modelo", diz o analista político. Karel completou dizendo que não existe "velha" e "nova" política, mas sim "boa política" e "política ruim".

Já Ana lembrou que Maia destacou em Nova York a importância de Guedes nestes 100 primeiros dias, dizendo para a plateia que estava presente no evento que "a Previdência só chegou onde está por causa de Guedes". A questão, reforçada pelo ministro e pelo deputado na conferência, é que a articulação ainda tem problemas.

Os analistas ainda comentaram brevemente sobre o que outros participantes da conferência disseram e Karel afirmou ter saído do evento "levemente mais otimista".

Acompanhe o debate no Youtube da XP Investimentos e no player acima.

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