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Para Eduardo Bolsonaro, intervenção no preço tem que ocorrer em todos os combustíveis

Eduardo afirmou que a intervenção "não esmorece" o viés liberal da Presidência, e que, no mundo ideal, a medida não seria necessária

Eduardo Bolsonaro
(Lucio Bernardo Junior/ Câmara dos Deputados)

SÃO PAULO - Após o caos com a intervenção do presidente Jair Bolsonaro no reajuste do diesel anunciado pela Petrobras, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) disse nesta sexta-feira (12) que a atuação do governo tem que valer para todos os combustíveis.

Questionado por jornalistas sobre a intervenção do pai no reajuste do diesel, Eduardo afirmou que a intervenção “não esmorece” o viés liberal da Presidência, e que, no mundo ideal, a medida não seria necessária.

"É necessário. Eu acredito que, em alguma medida, isso aí (intervenção no preço) vale para todos (os combustíveis)", disse o filho do presidente em Porto Alegre após encontro com o governador Eduardo Leite. As informações são da rádio Gaúcha.

"O mundo que a gente entende como perfeito é sem intervenção. Mas isso daí é feito a passos graduais. O ideal, no mundo liberal, é um país sem barreiras alfandegárias. Se reduzirmos a zero as taxas de importação e exportação, o produtor nacional vai quebrar? É óbvio que sim", afirmou o deputado.

"O que temos que ter em mente é reduzir o custo Brasil, para colocar o mercado nacional em condições de competir de igual para igual com o internacional. Mas, é claro, no mundo ideal essa intervenção não existiria", completou Eduardo.

Durante a tarde, Jair Bolsonaro se pronunciou sobre a suspensão do reajuste do diesel dizendo que não vai ser intervencionista e nem vai praticar as políticas que fizeram no passado.

Contudo, Bolsonaro disse que se surpreendeu com o reajuste de 5,74% e ligou para o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, e convocou todos da empresa para esclarecer o reajuste. 

Ele afirmou que a Petrobras terá que convencê-lo do reajuste se a inflação projetada é inferior a 5%. "Se me convencerem (Petrobras), tudo bem; se não, daremos resposta adequada a vocês". 

O presidente ainda afirmou ter convocado funcionários da petroleira para conversar na próxima terça-feira de forma a esclarecer a política de preços adotadas.

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