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Mourão diz que Bolsonaro não irá "repetir" Dilma e que recuo no diesel foi por um "bem maior"

O vice-presidente disse ainda que Bolsonaro busca uma maneira de "equacionar o problema" e tomou a decisão visando um "bem maior"

Mourão
(Valter Campanato/Agência Brasil )

SÃO PAULO - Em meio ao dia caótico da Petrobras no mercado por conta da determinação do presidente Jair Bolsonaro em fazer a estatal recuar do reajuste no diesel anunciado na véspera, o vice-presidente Hamilton Mourão afirmou em entrevista à Rádio CBN que esta atitude foi um "caso isolado".

Mourão disse crer em bom senso e que Bolsonaro não irá repetir a política de preços adotada do governo Dilma Rousseff. Durante o governo da petista, as ações da Petrobras eram negociadas com um grande desconto com relação aos seus pares devido à intervenção governamental, que gerou perdas materiais no segmento de refino.

Na entrevista, o vice-presidente disse ainda que Bolsonaro busca uma maneira de "equacionar o problema" e tomou a decisão visando um "bem maior".

"Julgo que é um fato isolado, justamente pelo momento que estamos vivendo. Acredito que o presidente está buscando a melhor solução para equacionar o problema", afirmou.

Horas depois de anunciar o aumento do preço do diesel, a Petrobras na noite de quinta-feira (11) voltou atrás e informou que manterá "por mais alguns dias" o preço praticado desde 26 de março, quando mudou sua política de reajustes.

No mês passado, diante do risco de nova greve dos caminhoneiros, a empresa anunciou que os preços do diesel nas refinarias, que correspondem a cerca de 54% do total pago pelo consumidor, passarão a ser reajustados "por períodos não inferiores a 15 dias".

Nesta quinta, exatos 15 dias úteis depois do anúncio, a Petrobras anunciou reajuste de 5,7%. O litro passaria de R$ 2,1432 para R$ 2,2662.

(Com Agência Estado)

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