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A estratégia do Centrão para adiar a votação da Reforma da Previdência na CCJ

Com o possível atraso, a votação teria de ser adiada para a última semana de abril, o que postergaria o cronograma da Reforma da Previdência na Câmara

Paulo Guedes
(Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

A situação é esta: o Centrão busca mostrar que, entre uma agenda da Câmara e uma do governo, a dos deputados tem preferência. Com isso tratam de expor que - mesmo com os muito válidos e elogiáveis movimentos do presidente Jair Bolsonaro - as coisas não estão bem.

Um líder do Centrão diz que é real a pressão para fazer que a PEC do Orçamento impositivo seja votada antes da reforma da Previdência na CCJ da Câmara.

Outro líder da oposição disse ontem (10) no início da noite que essa conversa já estava circulando entre os partidos de esquerda.

Essa manobra poderia atrasar a votação da PEC da Previdência na CCJ. Explica-se: a discussão sobre o relatório do deputado Marcelo Freitas (PSL-MG) começa na segunda-feira (15) e se alongará durante a semana.

A oposição e governo chegaram a um acordo ontem e o debate pode durar mais de 1.400 minutos, calculando o tempo de duração das falas e o número total de possíveis oradores.

O que o Centrão quer é que o presidente da CCJ, Felipe Francischini, inverta a pauta e coloque a PEC do Orçamento impositivo antes dessa discussão. Não inviabilizaria completamente a votação da reforma na semana da Páscoa, mas colocaria uma dificuldade, já que haveria ainda menos tempo.

“Estamos combinando com a nossa turma [Centrão] e a oposição lá para que comece pelo Orçamento impositivo. Mas é bom lembrar que nossa turma e oposição têm uns 70% daquela comissão”, disse o deputado do Centrão. 

O Centrão aposta que na quarta não haverá mais deputados suficientes em Brasília para viabilizar a votação da Nova Previdência na CCJ. Com isso, ela teria de ser adiada para a última semana de abril.

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