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Temer diz em artigo que sua prisão foi "espetáculo midiático" e alega sofrer perseguição

Para ex-presidente, tenta-se a qualquer custo incriminá-lo ao arrepio da lei e do Estado Democrático de Direito

Michel Temer
(Shutterstock)

São Paulo - O ex-presidente da República, Michel Temer, disse que sua prisão, determinada em março pelo juiz Marcelo Bretas, foi espetáculo midiático e faz parte de uma trama para tentar incriminá-lo desde a época em que foi gravado por Joesley Batista no Palácio do Jaburu. "O que se quis foi o espetáculo e foi o que se viu, em clara violação da liberdade e da dignidade da pessoa humana", afirmou Temer em artigo para o Estado de S. Paulo.

No texto, Temer se defende das acusações no caso da JBS, destacando que a fala atribuída a ele de estar comprando o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha jamais constou nas gravações. Apontou ainda que jamais recebeu a mala de dinheiro de seu ex-assessor, Rodrigo da Rocha Loures.

Depois, o ex-presidente associa esses fatos ao inquérito dos portos e ao suposto esquema em Angra 3, mas não apresenta argumentos em sua defesa nesses casos. " Antes era dinheiro dos portos, depois da JBS, depois da construção de Angra. Esses senhores não sabem o que fazem! Apenas sabem que é preciso, em busca do poder, obter um troféu: a minha cabeça. E é incrível a velocidade do MPF depois do insucesso da medida tentada no Rio de Janeiro", apontou. 

Para Temer, sua prisão preventiva sem que sequer fosse instaurado inquérito ou investigação pelo MPF (Ministério Público Federal) é uma clara violação ao Estado Democrático de Direito. "O descumprimento das regras jurídicas, especialmente as atinentes aos direitos e garantias individuais, apenas servem para desorganizar a sociedade", avaliou o ex-presidente.

"Esta manifestação é para conhecimento dos milhares que me conhecem e me apoiam. Mais ainda, para preservar a ordem jurídica e impedir o desmonte do Estado Democrático de Direito", completou. 

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