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Lua de mel e um risco para imagem presidencial para os próximos meses

Combinação de percepções da população pode colocar parte do apoio ao presidente sob risco se recuperação econômica se mostrar mais lenta ou que a geração de emprego atrase por qualquer motivo

posse de Jair Bolsonaro
(Fabio Rodrigues Pozzebom)

A aprovação de 40% de Jair Bolsonaro, divulgada na pesquisa XP/Ipespe de janeiro, supera a aprovação projetada apenas pelos fatores econômicos. O que mostra a existência de uma “lua de mel” do eleitorado com o novo governo. No entanto, uma combinação de percepções da população pode colocar em risco essa boa vontade:

1) No início do mandato, o governo Bolsonaro é visto com o principal responsável pela situação econômica atual por apenas 3% dos brasileiros, enquanto 55% responderam Lula ou Dilma e 16% o governo Temer. Outros 11% citaram fatores externos.

2) Para 55% da população, a taxa de desemprego é o principal fator para avaliar o andamento da economia.

3) E 48% dos entrevistados esperam que Bolsonaro reduzirá o desemprego em até 2 anos.

4) Dos 40% de ótimo e bom que Bolsonaro tem hoje, 27 p.p. são de pessoas que esperam que ele reduza o desemprego nesse período de até 2 anos.

Nos primeiros meses, valerá a ideia de que os problemas atuais são responsabilidade de governos anteriores. E sendo o desemprego o fator mais importante diretamente percebido pela população para avaliar a economia, se a recuperação econômica se mostrar mais lenta do que o antecipado ou que a geração de postos de trabalho em ritmo mais forte atrase por qualquer motivo, são 27 pontos percentuais de aprovação em risco.

Esse risco será monitorado. Mas reiteramos nosso otimismo. Esperamos trajetória de aprovação sustentável ao redor dos 40% nos próximos meses, com viés de alta ao longo do mandato com base na queda do desemprego.

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