Em mercados / politica

Abaixo-assinado contra aumento de salários do STF supera 2 milhões de assinaturas

"Esperamos que todos os brasileiros, partidos e movimentos se unam e assinem a petição online #AumentoNão #VetaTemer", disse o partido Novo

Plenário do STF
(Antonio Cruz/ Agência Brasil)

SÃO PAULO - Logo após o Senado aprovar o reajuste de 16% dos salários dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), o partido Novo criou um abaixo-assinado online para pressionar o presidente Michel Temer a vetar este aumento e a repercussão é cada vez maior.

Em cerca de 18 horas a petição superou 1 milhão de assinaturas e no início da tarde desta sexta-feira (9) já tinha mais de 2,1 milhões de participantes. Com este reajuste, a remuneração dos magistrados passa de atuais R$ 33,7 mil para R$ 39,2 mil.

"Esperamos que todos os brasileiros, partidos e movimentos se unam e assinem a petição online #AumentoNão #VetaTemer como já fizeram milhões de pessoas. Não é uma pauta apenas do NOVO, mas do Brasil e dos brasileiros", disse o partido em seu Twitter.

O Novo afirma que este aumento de salário é reflexo da "velha política" e que o momento agora é de "responsabilidade fiscal". "O plano dos parlamentares é aumentar o salário dos ministros do STF para ampliar o teto constitucional, assim conseguem aumentar os próprios salários e os de outras funções públicas", afirma.

"Isso causa um efeito cascata e retroativo que o Brasil não suporta mais, com graves consequências posteriores para estados e municípios, muitos já em situação de calamidade financeira", continua o Novo.

Além do claro problema fiscal enfrentado pelo país, a conta a pagar da aprovação do projeto ainda durante o governo Temer chegará na gestão de Bolsonaro - que pouco pode fazer para evitar o encaminhamento da proposta, mas que já sinalizou não gostar da pauta.

Aproveite as oportunidades da Bolsa: abra uma conta na Clear com taxa ZERO de corretagem!

 

Contato