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Bolsonaro diz que reforma da Previdência de Temer não passa e promete projeto "mais consensual"

Presidenciável quer medidas graduais, diz que combaterá "fábrica de marajás", mas exclui policiais e Forças Armadas de medidas

Jair Bolsonaro
(Shutterstock)

SÃO PAULO - O presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) afirmou, nesta terça-feira (9), que, caso eleito, não pretende usar a proposta de reforma previdenciária com que trabalha o governo Michel Temer, já em tramitação na Câmara dos Deputados.

Na avaliação do candidato, o texto, da forma como está, não passa na casa. Ele defende que é preciso um projeto mais consensual e implementado gradualmente. "Eu acredito que a proposta do Temer, como está, se bem que ela mudou dia após dia, dificilmente será aprovada", afirmou.

"Não adianta uma proposta que, aos olhos apenas de economistas e de alguns políticos, é maravilhosa, mas que não passa no parlamento", complementou em coletiva de imprensa. Bolsonaro também disse que, se eleito, procuraria a equipe do governo Temer para fazer a sua proposta de reforma, "mais consensual", para ser analisada ainda neste ano.

Mais cedo, o deputado Onyx Lorenzoni, nome cotado para assumir a Casa Civil em eventual gestão do militar reformado, criticou a atual proposta que tramita na Câmara e disse que o assunto só seria tratado em 2019, "nem um dia antes".

Em entrevista à TV Bandeirantes, Bolsonaro sugeriu, em vez da fixação de idade mínima aos 65 anos, uma meta inicial de 61 anos, evitando o risco de perder para a oposição no Congresso. "Não é como muitos querem", disse. "Vamos botar 61 anos. Você aprova. Se botar 65 anos, mesmo mais à frente, não vai aprovar".

No caso dos servidores públicos, o deputado que acabar com incorporações salarias nas aposentadorias, atacando o que chamou de "fábrica de marajás". Por outro lado, ele defendeu regimes especiais para policiais e às Forças Armadas.

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